SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
No caso de crianças que apresentam constipação severa e impactação intestinal, a intervenção mais apropriada para o manejo inicial é o (a)
Impactação fecal → Desimpactação com laxantes osmóticos (PEG) em altas doses.
O tratamento inicial da constipação severa com impactação fecal em crianças deve focar na desimpactação, preferencialmente via oral com polietilenoglicol (PEG).
A constipação funcional é responsável por 95% dos casos de dificuldade evacuatória na infância. O ciclo vicioso de evacuação dolorosa leva à retenção fecal voluntária, resultando em fezes cada vez maiores e mais endurecidas (fecaloma). O tratamento é dividido em três fases: desimpactação (limpeza), manutenção (prevenção de nova acumulação) e desmame gradual da medicação após meses de hábito regular.
O Polietilenoglicol (PEG) 3350 sem eletrólitos é considerado a primeira linha tanto para a desimpactação quanto para a manutenção, devido à sua eficácia, segurança e melhor aceitação pelo paladar da criança.
Pode ser feita por via oral (doses altas de PEG por 3 a 6 dias) ou via retal (enemas). A via oral é preferida atualmente por ser menos invasiva e igualmente eficaz, evitando o trauma psicológico do procedimento retal em crianças.
A cirurgia é raramente indicada na constipação funcional. Ela é reservada para causas orgânicas, como a Doença de Hirschsprung, ou casos refratários graves com megacólon comprovado que não respondem ao manejo clínico agressivo.
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