SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Sobre constipação em crianças, assinale a alternativa INCORRETA:
Constipação infantil: funcional > orgânica; antiparasitários NÃO são rotina.
A constipação funcional é a causa mais comum de constipação em crianças, e o tratamento envolve mudanças dietéticas, comportamentais e, se necessário, laxativos. O uso de antiparasitários não é uma conduta de rotina, a menos que haja evidência específica de parasitose intestinal que cause constipação, o que é raro.
A constipação em crianças é uma queixa comum na prática pediátrica, sendo a constipação funcional a causa mais prevalente, respondendo por mais de 90% dos casos. É fundamental para residentes e pediatras diferenciar a constipação funcional de causas orgânicas, embora estas últimas sejam raras. O diagnóstico baseia-se principalmente na história clínica e exame físico, utilizando critérios como os de Roma IV. A fisiopatologia da constipação funcional frequentemente envolve um ciclo vicioso de retenção fecal, dor à evacuação e medo de defecar, levando ao endurecimento das fezes e à dilatação retal. O tratamento da constipação funcional é multifacetado e geralmente envolve medidas não farmacológicas, como aumento da ingestão de fibras e líquidos, e treinamento para o uso do banheiro. Laxativos osmóticos, como o polietilenoglicol (PEG), são a primeira linha de tratamento farmacológico para amolecer as fezes e facilitar a evacuação. Enemas são reservados para desimpactação fecal ou como segunda linha em casos refratários, devido ao seu potencial de desconforto e dependência. É um erro comum e desnecessário o uso rotineiro de antiparasitários para o tratamento da constipação em crianças. Embora algumas parasitoses possam alterar o hábito intestinal, a constipação primária raramente é causada por parasitas, e a prescrição empírica de antiparasitários desvia o foco do manejo adequado da constipação funcional. Além disso, é importante reconhecer que certas medicações, como opioides e antiácidos, podem induzir ou agravar a constipação, sendo um ponto crucial na anamnese.
A causa mais comum de constipação em crianças é a constipação funcional, que não possui uma causa orgânica identificável. Geralmente está associada a fatores dietéticos, comportamentais (retenção fecal) ou psicológicos.
Enemas são considerados uma segunda linha de tratamento ou são indicados em casos de impactação fecal grave, quando outras medidas (como laxativos orais) falharam, ou em situações de emergência para desimpactação rápida. Não devem ser usados de rotina.
Algumas medicações podem contribuir para a constipação em crianças, incluindo opioides, antiácidos contendo alumínio, anti-histamínicos de primeira geração, alguns antidepressivos e suplementos de ferro.
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