Constipação Fisiológica em RN: Entenda o Padrão Normal

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

A mãe de um recém-nascido com 3 semanas de vida queixa-se que ele apresenta cólicas e evacua fezes pastosas, mas apenas uma vez a cada 5 dias. Ele está em aleitamento materno exclusivo, com bom ganho ponderal. Ao exame físico, apresenta abdome globoso, sem fezes palpáveis, sem alterações na região anal e perineal. Com base na principal hipótese diagnóstica, a conduta deve ser

Alternativas

  1. A) encaminhar para o cirurgião infantil para realização de manometria retal.
  2. B) prescrever supositório de glicerina para ser utilizado quando ficar 3 dias sem evacuar.
  3. C) orientar água de ameixa e fazer teste terapêutico com lactulose.
  4. D) prescrever antiespasmósdico e orientar massagens abdominais.
  5. E) traquilizar a mãe, uma vez que os achados são normais para a idade.

Pérola Clínica

RN em aleitamento exclusivo com oligofrequência evacuatória, bom ganho ponderal e EF normal → constipação fisiológica, tranquilizar a mãe.

Resumo-Chave

Recém-nascidos em aleitamento materno exclusivo podem apresentar um padrão de evacuação muito variável, desde várias vezes ao dia até uma vez a cada 7-10 dias, sem que isso signifique constipação patológica, desde que haja bom ganho ponderal e ausência de outros sinais de alarme.

Contexto Educacional

A constipação fisiológica em recém-nascidos, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo, é um achado comum e frequentemente motivo de preocupação para os pais. É crucial que profissionais de saúde saibam diferenciar este padrão normal de evacuação de uma constipação patológica. O leite materno é quase totalmente absorvido, resultando em menos resíduos para formar as fezes, o que pode levar a uma menor frequência evacuatória. O diagnóstico de constipação fisiológica é feito pela ausência de sinais de alarme, como fezes endurecidas, dor ou dificuldade para evacuar, sangramento retal, distensão abdominal importante ou baixo ganho ponderal. O exame físico geralmente é normal, com abdome macio e indolor, e a região anal sem fissuras. O bom ganho ponderal é um indicador chave de que o bebê está recebendo nutrição adequada e que a oligofrequência não é um problema. A conduta nesses casos é tranquilizar os pais, explicando a fisiologia do aleitamento materno e a variabilidade do padrão evacuatório. Não são necessárias intervenções farmacológicas ou dietéticas. A introdução de supositórios, laxantes ou outras substâncias pode ser prejudicial e criar uma dependência desnecessária. O acompanhamento do ganho ponderal e do bem-estar geral do bebê é fundamental.

Perguntas Frequentes

Qual o padrão normal de evacuação para um recém-nascido em aleitamento materno exclusivo?

Recém-nascidos em aleitamento materno exclusivo podem ter um padrão de evacuação muito variável, desde várias evacuações por dia até uma vez a cada 7-10 dias, sem que isso seja considerado constipação, desde que as fezes sejam pastosas e o bebê tenha bom ganho ponderal.

Quais sinais indicam que a oligofrequência evacuatória de um RN não é fisiológica?

Sinais de alarme incluem fezes endurecidas, dor ou choro intenso ao evacuar, sangramento nas fezes, baixo ganho ponderal, distensão abdominal significativa, vômitos persistentes ou atraso na eliminação do mecônio.

Por que não se deve intervir com laxantes ou supositórios em casos de constipação fisiológica?

Intervenções como supositórios, laxantes ou água de ameixa são desnecessárias e podem ser prejudiciais em casos de constipação fisiológica, pois podem irritar o intestino do bebê, criar dependência ou interferir no aleitamento materno.

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