INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 4 anos é levado a uma unidade de pronto atendimento (UPA) devido a dor abdominal e constipação. A mãe relata que a criança vem apresentando constipação importante desde o desfralde, que foi realizado antes dos dois anos de idade, com evacuações a cada 4 dias, fezes em cíbalos, esforço evacuatório e dor. O exame físico revela massa palpável em fossa ilíaca esquerda e dor abdominal difusa. Nesse caso, a conduta inicial adequada é
Criança com constipação crônica + massa fecal palpável → Desimpactação fecal é a conduta inicial.
A presença de massa palpável em fossa ilíaca esquerda e dor abdominal difusa em uma criança com constipação crônica e fezes em cíbalos sugere impactação fecal. A conduta inicial é a desimpactação, que pode ser feita com enemas retais ou polietilenoglicol (PEG) por via oral, antes de iniciar a terapia de manutenção.
A constipação crônica funcional é um problema comum na pediatria, afetando até 30% das crianças e sendo uma das principais causas de visitas ao pronto-socorro. É caracterizada por evacuações infrequentes, dor ou dificuldade para evacuar, fezes duras e, frequentemente, impactação fecal. O desfralde precoce, como no caso, pode ser um fator desencadeante, levando a retenção fecal e um ciclo vicioso de dor e constipação. A presença de massa palpável em fossa ilíaca esquerda e dor abdominal difusa em uma criança com histórico de constipação e fezes em cíbalos é altamente sugestiva de impactação fecal. A impactação fecal é uma condição em que uma grande massa de fezes endurecidas se acumula no reto e/ou cólon, impedindo a passagem normal das fezes. A conduta inicial nesses casos é a desimpactação fecal. Isso pode ser alcançado com o uso de enemas retais (fosfato, óleo mineral) ou, mais comumente e com boa aceitação, com altas doses de polietilenoglicol (PEG) por via oral, que amolece as fezes e facilita sua eliminação. Após a desimpactação bem-sucedida, inicia-se a fase de manutenção com laxantes osmóticos (como PEG ou lactulose) e orientações sobre dieta (fibras, líquidos), treinamento de toalete e modificação comportamental, para prevenir novas impactações e estabelecer um padrão evacuatório regular.
Sinais de impactação fecal incluem dor abdominal, massa palpável no abdome (especialmente em fossa ilíaca esquerda), encoprese (perda involuntária de fezes), fezes em cíbalos, esforço evacuatório e evacuações infrequentes.
A desimpactação retal visa remover uma massa fecal já estabelecida no reto ou cólon. O tratamento de manutenção, por sua vez, é contínuo e busca prevenir novas impactações e promover evacuações regulares após a desimpactação.
O PEG é um laxante osmótico seguro e eficaz em crianças. Ele atrai água para o intestino, amolecendo as fezes e facilitando sua eliminação, com boa tolerabilidade e poucos efeitos colaterais sistêmicos.
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