UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Considere o seguinte caso clínico: Paciente de 44 anos de idade, com ciclos menstruais irregulares há 6 meses, sem menstruar há 2 meses, queixando-se de irritabilidade, diminuição do desejo sexual e ondas de calor em região superior do tórax e face, seguidas de sudorese profusa que ocorre uma a duas vezes por semana, geralmente à noite. Sem doenças ou cirurgias prévias. 3G3PN. Exame físico geral e ginecológico normais. Em relação a este quadro clínico é CORRETO afirmar que:
Mulher 44 anos, ciclos irregulares, fogachos, irritabilidade: quadro de perimenopausa devido a esgotamento folicular e queda de estrogênio/inibina.
A paciente de 44 anos com irregularidade menstrual, fogachos e sintomas neurovegetativos está vivenciando o climatério, especificamente a perimenopausa. Este período é caracterizado pelo esgotamento progressivo dos folículos ovarianos, levando à flutuação e posterior queda dos níveis de estrogênio e inibina, o que causa os sintomas vasomotores e neuropsíquicos.
O climatério é um período de transição na vida da mulher que antecede e sucede a menopausa, caracterizado por alterações hormonais progressivas. A perimenopausa, fase dentro do climatério, é marcada por irregularidades menstruais e o início dos sintomas vasomotores e neuropsíquicos. A paciente de 44 anos, com ciclos irregulares, amenorreia de 2 meses, fogachos, irritabilidade e diminuição da libido, apresenta um quadro clínico clássico de perimenopausa. A fisiopatologia desses sintomas está diretamente ligada ao processo de esgotamento folicular ovariano. Com a diminuição do número de folículos, há uma redução na produção de estrogênio e inibina pelos ovários. Essa queda hormonal, especialmente do estrogênio, afeta o centro termorregulador no hipotálamo, resultando nas ondas de calor e sudorese profusa (fogachos). Além disso, as flutuações e a diminuição dos níveis hormonais contribuem para a irregularidade menstrual, alterações de humor e diminuição do desejo sexual. É importante diferenciar este quadro de falência ovariana prematura, que ocorre antes dos 40 anos. Embora haja uma diminuição da produção hormonal, os ovários ainda podem produzir estrogênio e folículos de forma intermitente na perimenopausa, o que significa que a contracepção ainda é necessária para evitar gravidez indesejada. Dosagens hormonais como estradiol e LH podem ser úteis, mas o diagnóstico é primariamente clínico. A reposição estrogênica é uma opção terapêutica para alívio dos sintomas, mas sua indicação deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios, e não é uma medida preventiva universal para todas as condições mencionadas.
Os principais sintomas incluem irregularidades menstruais, ondas de calor (fogachos), sudorese noturna, alterações de humor (irritabilidade, ansiedade), diminuição da libido, distúrbios do sono e secura vaginal.
O esgotamento folicular leva à diminuição da produção de estrogênio e inibina pelos ovários. A queda do estrogênio afeta o centro termorregulador hipotalâmico, causando fogachos, e contribui para outros sintomas como alterações de humor e secura vaginal.
A reposição estrogênica é indicada para alívio de sintomas vasomotores moderados a graves que afetam a qualidade de vida, especialmente em mulheres jovens no início da menopausa, após avaliação individualizada de riscos e benefícios.
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