Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
Considere as afirmativas a seguir sobre condutas diante de caso suspeito de sarampo (paciente com febre, exantema, tosse, coriza e conjuntivite): I. A notificação deve ser imediata como suspeito, antes da confirmação laboratorial. II. A coleta para RT-PCR (swab de naso/orofaringe e/ou urina) é mais útil até o 5º dia do exantema; a sorologia IgM é preferível a partir do 3º dia do exantema. III. A vacinação de bloqueio dos contatos suscetíveis é idealmente realizada até 72 horas (com janela estendida com menor efetividade). IV. A presença de esquema vacinal completo no paciente suspeito exclui a investigação, dispensando coleta e rastreamento de contatos. Sobre as afirmativas acima, estão CORRETAS:
Suspeita de Sarampo → Notificação imediata + Bloqueio em 72h + Coleta (PCR/IgM).
O sarampo exige vigilância ativa com notificação imediata baseada na suspeita clínica e ações de bloqueio vacinal rápidas para conter surtos epidemiológicos.
O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, transmitida por aerossóis. Após um período de redução drástica de casos, o Brasil enfrentou novos surtos, reforçando a necessidade de vigilância rigorosa. O quadro clínico clássico evolui com febre alta, sintomas catarrais (tosse, coriza, conjuntivite) e o patognomônico sinal de Koplik, seguido por um exantema maculopapular morbiliforme de progressão cefalocaudal. A confirmação laboratorial é essencial para a vigilância, mas não deve retardar as medidas de controle. É importante notar que indivíduos vacinados podem, raramente, apresentar falha vacinal primária ou secundária, portanto, o histórico vacinal completo não exclui a necessidade de investigação laboratorial em casos clinicamente suspeitos. O tratamento é essencialmente de suporte, com destaque para a suplementação de Vitamina A, que comprovadamente reduz a gravidade das complicações e a mortalidade, especialmente em crianças.
A notificação do sarampo é compulsória e imediata (dentro de 24 horas). Ela deve ser realizada diante de qualquer caso suspeito (febre e exantema maculopapular acompanhados de um ou mais sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite), independentemente da situação vacinal prévia ou de confirmação laboratorial, visando o controle rápido de possíveis surtos.
Para detecção viral (RT-PCR), a coleta de espécimes clínicos (swab de nasofaringe/orofaringe ou urina) deve ser feita preferencialmente até o 5º dia após o aparecimento do exantema. Para sorologia, a pesquisa de anticorpos IgM é mais sensível a partir do 3º dia do exantema, podendo ser negativa se colhida precocemente, o que exigiria uma segunda coleta.
A vacinação de bloqueio deve ser realizada nos contatos suscetíveis do caso suspeito em até 72 horas após a exposição. O objetivo é interromper a cadeia de transmissão viral. Se passar desse prazo, a vacina ainda pode ser administrada para proteção futura, mas sua eficácia em prevenir a doença decorrente daquela exposição específica é significativamente reduzida.
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