UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Considerando-se o tromboembolismo venoso (TEV) e a dosagem de D-dímeros quantitativos (ELISA), analisar os itens abaixo: I. D-dímeros elevam-se na presença de trombose venosa profunda (TVP) e de embolia pulmonar (EP) devido à degradação da fibrina; II. Entre pacientes hospitalizados, os níveis de D-dímeros são frequentemente elevados devido às doenças sistêmicas associadas; III. É um teste com bom valor preditivo negativo (sensibilidade acima de 95% em EP). ; IV. Após avaliação e estratificação por escala de Wells, cuja pontuação foi compatível com alto risco para TEV, um teste de D-dímeros normal exclui a possibilidade de EP, e deve-se seguir a investigação, buscando outra causa para os sintomas. Estão CORRETOS:
D-dímeros elevados em TEV, frequentemente em hospitalizados, e bom VPP negativo para EP (sensibilidade >95%).
Os D-dímeros são produtos da degradação da fibrina e se elevam em condições trombóticas como TVP e EP. Embora tenham alta sensibilidade (bom valor preditivo negativo) para excluir TEV em pacientes de baixo risco, são frequentemente elevados em pacientes hospitalizados por outras condições, o que limita sua especificidade.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma condição grave e potencialmente fatal. O diagnóstico precoce é fundamental. Os D-dímeros são um marcador laboratorial amplamente utilizado na investigação do TEV, sendo produtos da degradação da fibrina estabilizada por ligações cruzadas. Sua elevação indica a presença de um processo de formação e lise de coágulos. Os D-dímeros possuem alta sensibilidade (geralmente acima de 95%) para TVP e EP, o que lhes confere um excelente valor preditivo negativo. Isso significa que um resultado normal de D-dímeros, especialmente em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica (avaliada por escalas como a de Wells), pode excluir o diagnóstico de TEV com segurança, evitando exames de imagem desnecessários. No entanto, sua especificidade é baixa, pois diversas condições clínicas (infecções, inflamações, cirurgias, câncer, gravidez, idade avançada) podem causar elevação dos D-dímeros, resultando em muitos falsos positivos. Em pacientes hospitalizados, os D-dímeros são frequentemente elevados devido às múltiplas comorbidades e condições inflamatórias associadas, o que limita ainda mais seu valor diagnóstico para TEV nesse grupo. Portanto, a interpretação dos D-dímeros deve ser sempre contextualizada com a probabilidade clínica pré-teste. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEV, um D-dímero normal não é suficiente para descartar o diagnóstico, e a investigação por exames de imagem (ultrassonografia Doppler para TVP ou angiotomografia de tórax para EP) é mandatória.
D-dímeros são fragmentos de fibrina resultantes da degradação de um coágulo sanguíneo pela plasmina. Eles se elevam no TEV porque há formação de trombos (fibrina) e, consequentemente, sua degradação.
Os D-dímeros podem estar elevados em diversas condições não trombóticas, como infecções graves (sepse), inflamação, cirurgia recente, trauma, câncer, gravidez, doença hepática e em pacientes idosos, o que reduz sua especificidade.
A escala de Wells estratifica o risco clínico de TEV. Os D-dímeros são mais úteis para excluir TEV em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica. Em pacientes com alta probabilidade, um D-dímero normal não é suficiente para excluir o diagnóstico, e a investigação por imagem é necessária.
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