CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
Considerando que o prisma mostrado na figura abaixo é de 30Î, qual a alternativa que provavelmente mostra o paciente em questão sem o prisma?
Prisma de base temporal corrige exotropia; base nasal corrige esotropia.
O uso de prismas em oftalmologia permite medir o desvio ocular ao desviar a luz para a base do prisma, neutralizando o movimento de refixação no teste de cobertura.
A avaliação do estrabismo com prismas é fundamental para o planejamento cirúrgico e prescrição de lentes prismáticas. O teste de cover associado ao prisma (Prism and Cover Test) é o padrão-ouro para medir desvios manifestos (tropias) e latentes (forias). Ao interpretar imagens de pacientes com prismas, deve-se observar a posição do olho sob o prisma e a orientação da base. Um prisma de 30Δ é considerado de alto poder, geralmente utilizado para desvios significativos. A neutralização ocorre quando não há mais movimento de refixação ao alternar a oclusão.
O prisma desvia os raios luminosos em direção à sua base. Para o observador, a imagem parece deslocada em direção ao ápice. No teste de estrabismo, colocamos o prisma à frente do olho desviado para que a imagem caia sobre a fóvea, eliminando a necessidade de movimento de refixação quando o outro olho é coberto.
Uma dioptria prismática é definida como o poder de um prisma que desvia um feixe de luz em 1 centímetro a uma distância de 1 metro. É a unidade padrão para quantificar a magnitude do desalinhamento ocular em pacientes com estrabismo.
A orientação da base do prisma depende do tipo de desvio. Em esotropias (olho para dentro), utiliza-se base externa (temporal) para levar a imagem para a retina temporal. Em exotropias (olho para fora), utiliza-se base interna (nasal) para levar a imagem para a retina nasal, buscando a correspondência foveal.
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