Anafilaxia: Diagnóstico, Tratamento e Causas Comuns

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Considerando o quadro clínico de anafilaxia, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A)  O trigo é o alimento alergênico mais comumente associado à anafilaxia induzida por exercício dependente de alimentos (AIEDA).
  2. B)  O principal fator patogênico na anafilaxia induzida por exercício é a liberação de mediadores vasoativos dos linfócitos.
  3. C)  A Organização Mundial de Alergia (WAO) desenvolveu um protocolo de abordagem sistemática de anafilaxia orientando a administração de epinefrina subcutânea em pacientes preferencialmente no vasto lateral da coxa.
  4. D)  Os anti-histamínicos de primeira geração são considerados drogas de primeira linha no atendimento do paciente pediátrico com reação anafilática.
  5. E)  A quantificação de triptase sanguínea deve ser obtida entre 15 minutos e 3 horas após o início dos sintomas, e níveis normais excluem o diagnóstico de anafilaxia.

Pérola Clínica

AIEDA: trigo é o alimento mais comum; epinefrina IM na coxa lateral é 1ª linha para anafilaxia.

Resumo-Chave

A anafilaxia induzida por exercício dependente de alimentos (AIEDA) é uma forma específica de anafilaxia onde a ingestão de um alimento (frequentemente trigo) seguida de exercício físico desencadeia a reação. A epinefrina intramuscular na face anterolateral da coxa é o tratamento de primeira linha para qualquer anafilaxia, independentemente da causa.

Contexto Educacional

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, de início rápido e potencialmente fatal, caracterizada por sintomas que afetam múltiplos sistemas orgânicos, como pele, trato respiratório, cardiovascular e gastrointestinal. É uma emergência médica que requer reconhecimento imediato e tratamento adequado. A prevalência tem aumentado globalmente, sendo as alergias alimentares, picadas de insetos e medicamentos as causas mais comuns. A fisiopatologia envolve a liberação maciça de mediadores vasoativos (histamina, triptase, leucotrienos, etc.) por mastócitos e basófilos, geralmente mediada por IgE, mas também pode ocorrer por mecanismos não-IgE. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação dos sintomas após a exposição a um alérgeno conhecido ou provável. A quantificação de triptase sérica pode ser um marcador útil, mas não é essencial para o diagnóstico de emergência. O tratamento de primeira linha para anafilaxia é a administração imediata de epinefrina intramuscular na face anterolateral da coxa, que deve ser repetida se necessário. Anti-histamínicos e corticosteroides são terapias adjuvantes que podem aliviar alguns sintomas, mas não substituem a epinefrina. A educação do paciente sobre a evitação de alérgenos e o uso de autoinjetores de epinefrina é fundamental para a prevenção de futuros episódios.

Perguntas Frequentes

Qual é o tratamento de primeira linha para anafilaxia e como deve ser administrado?

O tratamento de primeira linha para anafilaxia é a epinefrina intramuscular, administrada na face anterolateral da coxa. É crucial para reverter os sintomas graves e salvar a vida do paciente.

O que é a Anafilaxia Induzida por Exercício Dependente de Alimentos (AIEDA)?

AIEDA é uma forma de anafilaxia onde a reação alérgica é desencadeada pela ingestão de um alimento específico (frequentemente trigo) seguida de exercício físico, que atua como cofator.

Qual a importância da triptase sérica no diagnóstico de anafilaxia?

A triptase sérica é um marcador liberado por mastócitos e sua elevação entre 15 minutos e 3 horas após o início dos sintomas pode auxiliar no diagnóstico de anafilaxia, embora níveis normais não a excluam.

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