HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Considerando os aspectos da atenção integral às pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), bem como sua importância para a Saúde da mulher e a imagem apresentada que mostra lesão em espelho julgue:No que tange à Sífilis, recomenda-se iniciar investigação por teste treponênico, primeiro a ficar reagente no caso da infecção.
Sífilis → Iniciar com Teste Treponêmico (1º a positivar) → Confirmar com Não Treponêmico.
O fluxograma atual prioriza testes treponêmicos (como testes rápidos) pela maior sensibilidade precoce e facilidade de execução no ponto de cuidado.
O diagnóstico da sífilis evoluiu para priorizar a agilidade e a sensibilidade diagnóstica. O Ministério da Saúde recomenda o início da investigação preferencialmente por testes treponêmicos, especialmente os testes rápidos, que permitem o início imediato do tratamento em populações vulneráveis ou gestantes, mesmo antes do resultado do teste confirmatório. Os testes treponêmicos detectam anticorpos específicos e são os primeiros marcadores sorológicos a surgir na história natural da infecção. Após a confirmação da reatividade, o teste não treponêmico (VDRL/RPR) torna-se indispensável para a quantificação da carga de anticorpos, permitindo o seguimento terapêutico rigoroso e a distinção clínica entre infecção ativa e memória imunológica.
Os testes treponêmicos (como Teste Rápido, FTA-Abs, ELISA e quimioluminescência) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum. Eles são os primeiros marcadores a se tornarem reagentes após a infecção, geralmente entre 10 a 15 dias após o contágio, muitas vezes antes mesmo do surgimento do cancro duro. Além disso, possuem maior especificidade, reduzindo a taxa de falsos-positivos comuns em testes não treponêmicos causados por doenças autoimunes, infecções virais ou gestação. Por serem automatizados ou rápidos, agilizam o início do tratamento.
Sempre que um teste treponêmico inicial for reagente, é obrigatória a realização de um teste não treponêmico (como o VDRL ou RPR) de forma quantitativa. O teste não treponêmico é essencial para avaliar a atividade da doença, definir o estágio clínico e, principalmente, monitorar a resposta ao tratamento através da queda da titulação. Como os testes treponêmicos costumam permanecer reagentes por toda a vida (cicatriz sorológica), o VDRL é a ferramenta que diferencia uma infecção ativa ou reinfecção de uma infecção tratada no passado.
O efeito prozona ocorre em testes não treponêmicos (VDRL) quando há uma concentração excessivamente alta de anticorpos na amostra do paciente, o que impede a formação da rede de floculação visível a olho nu ou microscópio, resultando em um resultado falso-negativo ou fracamente reagente. Esse fenômeno é mais comum na sífilis secundária, onde a carga bacteriana e a resposta imune são máximas. Para resolver isso, o laboratório deve realizar a diluição da amostra, o que permite a visualização da reação de floculação e a titulação correta.
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