UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Mulher de 31 anos em relacionamento heterossexual de 15 anos de duração informa 3 perdas gestacionais, transtornos alimentares e baixa autoestima. Relata ainda que sofreu violência sexual e doméstica na infância. A violência sexual contra mulheres na infância e adolescência resulta em consequências na saúde geral, reprodutiva e sexual das vítimas. Qual alternativa está INCORRETA sobre essas consequências?
Violência sexual na infância → Múltiplas consequências negativas, mas NÃO aumenta a satisfação sexual.
A violência sexual na infância e adolescência está associada a uma vasta gama de consequências negativas para a saúde física, mental, reprodutiva e sexual das vítimas, incluindo transtornos mentais, problemas ginecológicos, disfunções sexuais e aumento do risco de doenças crônicas. A 'satisfação sexual' é o oposto do que se espera, sendo comum a disfunção e insatisfação sexual.
A violência sexual na infância e adolescência é uma questão de saúde pública global com repercussões profundas e duradouras na vida das vítimas, especialmente mulheres. O trauma resultante pode afetar múltiplos domínios da saúde, manifestando-se em problemas físicos, psicológicos, reprodutivos e sociais ao longo da vida. É crucial que profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer e abordar essas consequências. Entre as consequências psicológicas, destacam-se o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão, ansiedade, transtornos alimentares, baixa autoestima e aumento do risco de suicídio. Na saúde reprodutiva, observa-se maior incidência de infecções sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, dismenorreia, dor pélvica crônica e, como no caso da questão, perdas gestacionais. A saúde sexual é frequentemente comprometida, com disfunções sexuais, anorgasmia, dor durante o intercurso e insatisfação sexual, sendo a 'satisfação sexual' uma alternativa incorreta, pois o trauma geralmente leva ao oposto. Além disso, a violência na infância tem sido associada a um risco aumentado de doenças crônicas na vida adulta, como doenças cardiovasculares e diabetes, devido aos efeitos do estresse crônico no sistema neuroendócrino e imunológico. O reconhecimento dessas consequências é fundamental para oferecer um cuidado integral e multidisciplinar às sobreviventes, promovendo a recuperação e a qualidade de vida.
As principais consequências psicológicas incluem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão, ansiedade, transtornos alimentares, baixa autoestima, ideação suicida e transtornos de personalidade.
Pode levar a problemas como dismenorreia, dor pélvica crônica, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, abortos espontâneos e perdas gestacionais recorrentes, além de dificuldades na maternidade.
Sim, estudos demonstram que experiências adversas na infância, incluindo a violência sexual, estão associadas a um risco aumentado de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras condições crônicas na vida adulta, possivelmente devido ao estresse crônico e inflamação.
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