FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
O protocolo atualmente mais utilizado para o diagnóstico da SOP é o consenso proposto por Teede et al., publicado em agosto de 2018, sugere a
Consenso Teede et al. (2018) para SOP = 2/3 critérios de Rotterdam, com especificações para USG e exclusão de adolescentes.
O consenso de Teede et al. (2018) reafirma os Critérios de Rotterdam para o diagnóstico de SOP, com aprimoramentos na definição ultrassonográfica de ovários policísticos (>= 20 folículos de 2-9mm e/ou volume ovariano >= 10 cm³) e a importante ressalva de que a morfologia ovariana policística não deve ser usada como critério diagnóstico isolado em adolescentes.
O consenso de Teede et al., publicado em 2018, representa uma atualização importante nas diretrizes para o diagnóstico e manejo da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), consolidando e refinando os Critérios de Rotterdam. Para estudantes e residentes, é fundamental compreender essas diretrizes, pois a SOP é uma das endocrinopatias mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. O consenso enfatiza a necessidade de dois dos três critérios clássicos: oligomenorreia/anovulação, hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial) e morfologia ovariana policística à ultrassonografia. Um ponto crucial abordado pelo consenso é a definição mais precisa da morfologia ovariana policística por ultrassonografia, que agora requer a presença de 20 ou mais folículos com diâmetro de 2 a 9 mm e/ou volume ovariano total maior ou igual a 10 cm³. Além disso, o consenso destaca a importância de não utilizar a morfologia ovariana policística como critério diagnóstico isolado em adolescentes, devido à sua alta prevalência fisiológica nessa faixa etária. A correta aplicação desses critérios é essencial para evitar o sobrediagnóstico ou subdiagnóstico da SOP, garantindo que as pacientes recebam o tratamento adequado para suas manifestações, que podem incluir irregularidades menstruais, infertilidade, hirsutismo, acne e riscos metabólicos. A exclusão de outras condições que mimetizam a SOP também permanece um pilar fundamental do processo diagnóstico.
O consenso de Teede et al. (2018) define ovários policísticos na ultrassonografia pela presença de 20 ou mais folículos com diâmetro médio de 2 a 9 mm e/ou um volume ovariano total maior ou igual a 10 cm³, avaliados por ultrassonografia transvaginal.
Em adolescentes, a morfologia ovariana policística é um achado comum e pode ser fisiológica devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. Portanto, não deve ser usada como critério diagnóstico isolado para SOP nessa faixa etária, sendo mais relevante a presença de hiperandrogenismo e irregularidade menstrual persistente.
O consenso de Teede et al. (2018) mantém os Critérios de Rotterdam, exigindo a presença de dois ou três dos seguintes: oligomenorreia/anovulação, hiperandrogenismo clínico e/ou laboratorial, e morfologia ultrassonográfica de policistose ovariana, com a ressalva para adolescentes.
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