Dispepsia Funcional: Critérios Diagnósticos Roma IV

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa correta: De acordo com o Consenso Roma IV, o período em que os sintomas devem estar ocorrendo para que se faça o diagnostico de Dispepsia Funcional é:

Alternativas

  1. A) Sintomas tenham iniciado a pelo menos 12 meses e ativos nos últimos 3 meses.
  2. B) Seis meses com sintomas presentes e que tenham melhorados nos últimos 3 meses.
  3. C) Sintomas tenham iniciado há pelo menos 6 meses do diagnostico e presentes nos últimos 3 meses.
  4. D) Sintomas tenham iniciado há 12 meses e presentes nos últimos 2 meses.
  5. E) Nenhuma das alternativas acima.

Pérola Clínica

Dispepsia Funcional (Roma IV) = Sintomas há ≥ 6 meses e ativos nos últimos 3 meses.

Resumo-Chave

O Consenso Roma IV estabelece critérios rigorosos para o diagnóstico de distúrbios gastrointestinais funcionais, incluindo a dispepsia funcional. A temporalidade dos sintomas é crucial para diferenciar condições crônicas de episódios agudos, garantindo que o diagnóstico reflita uma condição persistente e não apenas uma queixa transitória.

Contexto Educacional

A dispepsia funcional é um distúrbio gastrointestinal funcional comum, caracterizado por sintomas como dor ou queimação epigástrica, plenitude pós-prandial e saciedade precoce, na ausência de doença orgânica que justifique esses sintomas. O Consenso Roma IV, uma referência internacional, estabelece critérios diagnósticos rigorosos para padronizar a pesquisa e o manejo desses distúrbios. Um dos pilares do diagnóstico de dispepsia funcional, conforme Roma IV, é a temporalidade dos sintomas. Para que o diagnóstico seja estabelecido, os sintomas devem ter iniciado há pelo menos 6 meses antes do diagnóstico e estarem ativos nos últimos 3 meses. Essa exigência de cronicidade e persistência é crucial para diferenciar a dispepsia funcional de episódios dispepticos agudos ou transitórios. Além da temporalidade, os critérios de Roma IV também exigem a ausência de evidência de doença estrutural que possa explicar os sintomas (após investigação, como endoscopia digestiva alta) e a presença de um ou mais dos seguintes sintomas: plenitude pós-prandial incômoda, saciedade precoce, dor epigástrica ou queimação epigástrica. O entendimento desses critérios é fundamental para o diagnóstico correto e para guiar a abordagem terapêutica, que pode incluir modificações no estilo de vida, medicamentos e, em alguns casos, abordagens psicoterapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais subtipos de dispepsia funcional de acordo com Roma IV?

Os principais subtipos são a Síndrome de Desconforto Pós-Prandial (SDPP), caracterizada por plenitude pós-prandial e saciedade precoce, e a Síndrome de Dor Epigástrica (SDE), com dor ou queimação epigástrica.

Qual a importância da endoscopia digestiva alta no diagnóstico da dispepsia funcional?

A endoscopia é fundamental para excluir causas orgânicas de dispepsia, como úlceras, esofagite ou malignidades, antes de se firmar o diagnóstico de dispepsia funcional.

Quais são as opções terapêuticas para a dispepsia funcional?

O tratamento inclui modificações dietéticas, inibidores da bomba de prótons (IBP), pró-cinéticos, antidepressivos tricíclicos em baixas doses e terapias psicológicas, dependendo do subtipo e da resposta individual.

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