CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação às infecções virais da conjuntiva, é correto afirmar:
Febre faringoconjuntival (Adenovírus 3, 7) → Faringite + Febre + Conjuntivite + Linfonodo pré-auricular.
A febre faringoconjuntival é tipicamente causada pelos sorotipos 3 e 7 do adenovírus, apresentando-se com sintomas sistêmicos e linfadenopatia pré-auricular dolorosa.
As conjuntivites adenovíricas são as causas mais comuns de conjuntivite infecciosa no mundo. A apresentação folicular com linfonodo pré-auricular palpável é característica. A transmissão ocorre por contato direto ou fômites, podendo sobreviver em superfícies por semanas. O reconhecimento dos padrões (FFC vs CCE) ajuda na orientação prognóstica e no controle de surtos em ambientes escolares ou hospitalares.
A febre faringoconjuntival (FFC) é causada principalmente pelos sorotipos 3 e 7, associada a febre e faringite, sendo comum em crianças. Já a ceratoconjuntivite epidêmica (CCE) é causada pelos sorotipos 8, 19 e 37, é mais grave, altamente contagiosa, frequentemente causa infiltrados subepiteliais corneanos e não costuma ter sintomas sistêmicos proeminentes.
Infiltrados subepiteliais são opacidades corneanas que surgem cerca de 1 a 2 semanas após o início da conjuntivite. Eles representam uma resposta imunológica (antígeno-anticorpo) aos antígenos virais depositados no estroma anterior. Podem causar baixa acuidade visual e fotofobia, sendo tratados com corticoides tópicos se houver prejuízo visual significativo.
O tratamento é majoritariamente de suporte: compressas geladas, lubrificantes sem conservantes e higiene rigorosa para evitar transmissão. Corticoides tópicos são reservados para casos com pseudomembranas ou infiltrados subepiteliais que afetam a visão. O uso de antibióticos só é indicado se houver suspeita de infecção bacteriana secundária.
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