HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Paciente masculino, 22 anos, procura a UPA referindo dor no olho direito há um dia, além de irritação local, fotofobia e secreção aquosa. Relata infecção de vias aéreas superiores há dois dias. Assinale a alternativa com a conduta mais adequada.
Conjuntivite viral (secreção aquosa, IVAS prévia) → Compressas frias + higiene ocular + observação.
A história clínica de infecção de vias aéreas superiores recente, secreção aquosa e fotofobia são sugestivos de conjuntivite viral. O tratamento é sintomático, visando aliviar o desconforto, e não requer antibióticos ou corticosteroides, que podem ser ineficazes ou prejudiciais.
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca do olho e a superfície interna das pálpebras. A conjuntivite viral, frequentemente causada por adenovírus, é altamente contagiosa e comum, especialmente após infecções de vias aéreas superiores. É crucial diferenciá-la de outras causas para um manejo correto e evitar o uso desnecessário de medicamentos. O diagnóstico da conjuntivite viral é predominantemente clínico, baseado nos sintomas como hiperemia conjuntival, secreção aquosa, fotofobia e, por vezes, linfonodomegalia pré-auricular. A ausência de secreção purulenta e a história de IVAS recente são fortes indicativos. O curso da doença é autolimitado, geralmente durando de 7 a 14 dias, e a transmissão ocorre por contato direto com secreções oculares. O tratamento é de suporte, visando o alívio dos sintomas. Compressas frias ajudam a reduzir o edema e o desconforto. A higiene ocular com soro fisiológico remove secreções e pode ser feita várias vezes ao dia. É fundamental orientar o paciente sobre medidas de higiene para evitar a disseminação, como lavagem frequente das mãos e não compartilhar objetos pessoais. Antibióticos não são eficazes e corticosteroides podem ser prejudiciais, prolongando a infecção ou causando complicações.
Os principais sintomas da conjuntivite viral incluem olho vermelho, irritação, sensação de corpo estranho, fotofobia, secreção aquosa e, frequentemente, história de infecção de vias aéreas superiores recente ou contato com casos semelhantes.
A conduta inicial é sintomática, com aplicação de compressas frias para reduzir o edema e o desconforto, e higiene ocular com soro fisiológico para remover secreções. Lubrificantes oculares podem ser usados. Antibióticos e corticosteroides não são indicados.
A conjuntivite bacteriana geralmente apresenta secreção purulenta ou mucopurulenta abundante, que pode 'colar' as pálpebras ao acordar, e tende a ter menos fotofobia intensa em comparação com a viral.
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