CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Qual dos exames laboratoriais abaixo é o mais utilizado para a pesquisa da conjuntivite crônica causada pela Chlamydia trachomatis?
Conjuntivite crônica folicular → Pesquisa de Chlamydia por Imunofluorescência Direta no raspado conjuntival.
A Chlamydia trachomatis é um patógeno intracelular obrigatório. A imunofluorescência direta detecta corpos elementares, sendo um método rápido e sensível para o diagnóstico ocular.
A infecção ocular por Chlamydia trachomatis pode se apresentar como tracoma (causado pelos sorotipos A-C) ou conjuntivite de inclusão do adulto/neonatal (sorotipos D-K). Por ser um organismo intracelular, a coleta de material deve ser feita por raspado vigoroso da conjuntiva tarsal para obter células epiteliais, e não apenas secreção. Além da imunofluorescência direta, os testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAAT), como o PCR, tornaram-se o padrão-ouro devido à sua altíssima sensibilidade e especificidade. O tratamento requer antibioticoterapia sistêmica (geralmente Azitromicina em dose única ou Doxiciclina por 7-21 dias), pois a infecção ocular é frequentemente o marcador de um reservatório sistêmico do patógeno.
A imunofluorescência direta (DFA) utiliza anticorpos monoclonais marcados com fluoresceína que se ligam especificamente a antígenos da membrana externa dos corpos elementares da Chlamydia trachomatis. O raspado conjuntival é fixado em lâmina e examinado sob microscópio de fluorescência, permitindo a visualização direta do patógeno.
A Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular obrigatória, o que significa que ela não cresce em meios de cultura artificiais inertes (como Ágar Sangue ou Sabouraud). Para cultivá-la, são necessárias linhagens celulares vivas (como células McCoy), um processo complexo, caro e demorado, raramente usado na rotina clínica.
No adulto, manifesta-se geralmente como uma conjuntivite folicular crônica, unilateral ou bilateral, que não responde aos antibióticos tópicos comuns. Pode haver secreção mucopurulenta escassa, hiperemia conjuntival e linfonodo pré-auricular palpável. Frequentemente está associada a uma infecção urogenital concomitante.
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