CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação às conjuntivites neonatais, é correto afirmar:
RN com Clamídia → Sem folículos (ausência de tecido linfoide conjuntival nas primeiras semanas).
A conjuntivite por Chlamydia no recém-nascido não apresenta folículos devido à imaturidade do sistema linfoide ocular, manifestando-se geralmente entre 5-14 dias de vida.
A oftalmia neonatal é definida como conjuntivite que ocorre nos primeiros 28 dias de vida. O diagnóstico diferencial baseia-se no tempo de aparecimento: química (primeiras 24h), gonocócica (2-5 dias) e por clamídia (5-14 dias). A Chlamydia trachomatis é um patógeno intracelular obrigatório e a causa bacteriana mais comum em muitos países. A ausência de folículos é um detalhe semiológico crucial para provas de residência, refletindo a imaturidade imunológica local do neonato. O tratamento da clamídia neonatal deve ser sistêmico (Eritromicina oral) para prevenir complicações extraoculares, como a pneumonia por clamídia, que ocorre em até 20% desses lactentes.
A formação de folículos conjuntivais depende da presença de tecido linfoide organizado na conjuntiva. O recém-nascido nasce sem esse tecido linfoide desenvolvido, o qual só começa a se formar por volta da 4ª a 6ª semana de vida. Portanto, qualquer conjuntivite no período neonatal imediato será papilar ou membranosa, nunca folicular.
O Método de Credé é a profilaxia clássica da oftalmia neonatal gonocócica. Consiste na instilação de uma gota de nitrato de prata a 1% (e não 10%) em cada saco conjuntival do recém-nascido na primeira hora após o nascimento. Atualmente, outras opções como pomada de eritromicina 0,5% são preferidas em alguns protocolos por causarem menos conjuntivite química.
A Neisseria gonorrhoeae é a mais perigosa devido à sua capacidade de penetrar o epitélio corneano íntegro, podendo causar ulceração rápida e perfuração ocular em 24-48 horas. Embora a Chlamydia seja mais frequente, o gonococo exige tratamento sistêmico imediato e internação.
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