CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Com relação às conjuntivites neonatais, é correto afirmar:
Neisseria spp. causam conjuntivite hiperaguda com risco de perfuração corneana.
A conjuntivite gonocócica é uma emergência oftalmológica. Diferente de adultos, neonatos não formam folículos por imaturidade do tecido linfoide conjuntival.
A oftalmia neonatal é definida como conjuntivite que ocorre nas primeiras 4 semanas de vida. A etiologia bacteriana mais grave é a Neisseria gonorrhoeae, capaz de invadir o epitélio corneano íntegro. O tratamento exige ceftriaxone sistêmico e irrigação frequente. Curiosamente, a Neisseria meningitidis também pode causar quadro clínico idêntico de conjuntivite purulenta hiperaguda. A profilaxia universal é mandatória por lei no Brasil. Embora o nitrato de prata possa causar conjuntivite química transitória, sua eficácia contra o gonococo justifica o uso, especialmente em populações de alto risco ou onde a resistência bacteriana a antibióticos tópicos é prevalente.
Os recém-nascidos não possuem tecido linfoide adenoidal desenvolvido na conjuntiva até os 2 a 3 meses de vida. Portanto, mesmo em infecções que tipicamente causariam reação folicular em adultos (como a Clamídia), o neonato apresentará apenas reação papilar ou pseudomembranas.
A conjuntivite gonocócica (Neisseria) é hiperaguda, surge geralmente nos primeiros 2-5 dias, com secreção purulenta abundante e risco de perfuração corneana. A por Clamídia surge entre 5-14 dias, é mais branda, mas pode estar associada a pneumonia neonatal.
Sim, a instilação de nitrato de prata a 1% (Método de Credé) ou pomadas de eritromicina/tetraciclina é recomendada para a prevenção da oftalmia gonocócica em todos os recém-nascidos, independentemente da via de parto, devido ao risco de infecção ascendente.
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