CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação à conjuntivite neonatal hiperaguda causada pela Neisseria gonorrhoea, é correto afirmar que:
Conjuntivite gonocócica neonatal → Frequentemente associada à Chlamydia + Requer tratamento sistêmico imediato.
A Neisseria gonorrhoeae causa conjuntivite hiperaguda e purulenta; a coinfecção com Chlamydia é comum, exigindo cobertura terapêutica para ambos os patógenos.
A oftalmia neonatal é uma emergência oftalmológica definida como conjuntivite que ocorre nas primeiras quatro semanas de vida. A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo intracelular altamente virulento. A associação com Chlamydia trachomatis ocorre em até 30-50% dos casos, o que justifica a investigação e, muitas vezes, o tratamento empírico para ambos. O diagnóstico é confirmado por bacterioscopia (Gram) e cultura em meios específicos como Thayer-Martin. O manejo inclui internação, isolamento, irrigação frequente do saco conjuntival com soro fisiológico e antibioticoterapia parenteral rigorosa.
Diferente da Clamídia, que aparece entre 5 a 14 dias após o parto, a Neisseria gonorrhoeae manifesta-se precocemente, geralmente nos primeiros 2 a 5 dias de vida, com um quadro hiperagudo de quemose e secreção purulenta abundante.
O tratamento sistêmico (geralmente com Ceftriaxona) é obrigatório porque a bactéria pode penetrar o epitélio corneano íntegro, causando perfuração ocular rápida, além do risco de disseminação sistêmica, resultando em meningite, artrite ou sepse neonatal.
A profilaxia clássica é o Método de Credé, utilizando nitrato de prata a 1%, embora atualmente prefira-se o uso de pomadas de eritromicina a 0,5% ou tetraciclina a 1% logo após o nascimento para reduzir a incidência de infecções gonocócicas.
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