CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
Paciente apresentou lesão no olho direito, demonstrada na figura sem ter apresentado quadro clínico prévio característico de ceratoconjuntivite adenoviral.
Membranas oculares crônicas + Deficiência de Plasminogênio = Conjuntivite Lenhosa.
A conjuntivite lenhosa é uma manifestação rara da deficiência de plasminogênio tipo I, caracterizada pela formação de pseudomembranas ricas em fibrina nas mucosas, principalmente na conjuntiva.
A conjuntivite lenhosa é a manifestação clínica mais comum da hipoplasminogenemia sistêmica. Além dos olhos, pode afetar gengivas (gengivite juvenil), trato respiratório e trato geniturinário. O diagnóstico diferencial inclui conjuntivites membranosas por Adenovírus, Streptococcus pyogenes e Corynebacterium diphtheriae. A fisiopatologia reside na incapacidade de clivagem da fibrina extravasada durante processos inflamatórios triviais. O reconhecimento precoce é vital, pois o uso de corticosteroides isolados é ineficaz e a doença pode levar à cegueira por envolvimento corneano secundário.
É uma forma rara de conjuntivite crônica, geralmente bilateral, caracterizada pelo desenvolvimento de pseudomembranas espessas, de consistência endurecida (semelhante a madeira), que se formam sobre a conjuntiva tarsal devido ao acúmulo excessivo de fibrina.
A doença é causada por uma deficiência autossômica recessiva de plasminogênio (Tipo I). O plasminogênio é o precursor da plasmina, enzima responsável pela fibrinólise. Sem plasmina funcional, a fibrina não é degradada, acumulando-se nas mucosas após microtraumas.
O tratamento é desafiador. A remoção cirúrgica isolada costuma causar recidivas rápidas. O tratamento de escolha envolve a reposição local de plasminogênio (colírios) ou concentrados de plasminogênio sistêmico, além de heparina tópica para tentar modular a cascata de coagulação.
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