Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
Com relação aos processos oculares infecciosos assinale a alternativa incorreta.
Secreção purulenta grave → suspeitar de conjuntivite gonocócica ou outras bacterianas severas.
A secreção purulenta grave, especialmente em recém-nascidos ou adultos com fatores de risco, é um sinal de alerta para conjuntivite gonocócica, que é uma emergência oftalmológica devido ao risco de perfuração corneana. Embora outras conjuntivites bacterianas possam ter secreção purulenta, a gravidade extrema sugere etiologias mais agressivas.
As conjuntivites são inflamações da conjuntiva, a membrana que reveste a parte interna das pálpebras e a superfície anterior do olho. Podem ser de origem infecciosa (viral, bacteriana) ou não infecciosa (alérgica, tóxica). O diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado, e a característica da secreção ocular é um dos principais indicadores. A conjuntivite alérgica, por exemplo, é frequentemente associada à secreção hialina e prurido intenso, enquanto as bacterianas cursam com secreção purulenta. A conjuntivite bacteriana pode variar em gravidade. Embora a maioria seja autolimitada e causada por bactérias comuns como Staphylococcus aureus ou Streptococcus pneumoniae, a presença de secreção purulenta profusa e grave deve levantar a suspeita de infecção por Neisseria gonorrhoeae, especialmente em recém-nascidos (oftalmia neonatal) ou adultos com história de contato sexual. A conjuntivite gonocócica é uma emergência devido ao risco de rápida progressão para úlcera e perfuração corneana, exigindo tratamento sistêmico com antibióticos. O manejo das conjuntivites depende da etiologia. As virais são geralmente autolimitadas, as bacterianas podem necessitar de antibióticos tópicos, e as alérgicas respondem a anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos. Em qualquer caso de conjuntivite que não melhore, piore, ou apresente sinais de gravidade (dor intensa, fotofobia, baixa de visão, suspeita de gonocócica), a avaliação por um oftalmologista é imperativa para evitar complicações e garantir um diagnóstico e tratamento precisos.
A conjuntivite alérgica tipicamente apresenta secreção hialina (aquosa e transparente), prurido intenso e hiperemia. Já a bacteriana cursa com secreção purulenta (amarelada/esverdeada), que pode ser abundante, e pálpebras coladas ao acordar.
A conjuntivite gonocócica é uma emergência oftalmológica devido ao alto risco de perfuração corneana. Manifesta-se com secreção purulenta profusa e grave, edema palpebral intenso e hiperemia conjuntival acentuada, exigindo tratamento sistêmico e tópico imediato.
O encaminhamento é recomendado se não houver melhora ou houver piora do quadro após o tratamento inicial, presença de dor ocular intensa, fotofobia, diminuição da acuidade visual, lesões corneanas ou suspeita de conjuntivite gonocócica.
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