Carcinoma in Situ Colo Uterino: Diagnóstico Definitivo

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2022

Enunciado

O diagnóstico definitivo do carcinoma in situ (Estágio lA 1) pode ser dado por meio de:I - Captura Híbrida.Il - Colposcopia.III - Colpocitologia.IV - Conização.

Alternativas

  1. A) apenas I e III são verdadeiras.
  2. B) apenas I, ll e III são verdadeiras.
  3. C) apenas IV é verdadeira.
  4. D) apenas I e IV são verdadeiras.
  5. E) apenas Il é verdadeira.

Pérola Clínica

Diagnóstico definitivo de Carcinoma in situ (IA1) = Conização (biópsia excisional).

Resumo-Chave

O diagnóstico definitivo e o estadiamento do carcinoma in situ (Estágio IA1) do colo uterino requerem a análise histopatológica de um espécime excisional, como o obtido por conização. Métodos como captura híbrida (detecção de HPV), colposcopia (visualização) e colpocitologia (rastreamento) são importantes para triagem e direcionamento, mas não fornecem o diagnóstico definitivo e a avaliação da profundidade da invasão.

Contexto Educacional

O diagnóstico e estadiamento das lesões cervicais pré-invasivas e invasivas precoces são fundamentais para a prevenção e tratamento do câncer de colo uterino. A compreensão dos diferentes métodos diagnósticos e seus papéis específicos é essencial para o residente em Ginecologia e Obstetrícia. O carcinoma in situ, ou Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 3 (NIC 3), representa uma lesão de alto grau que, se não tratada, pode progredir para carcinoma invasivo. A Captura Híbrida detecta a presença de DNA de HPV, sendo um método de rastreamento e não diagnóstico de lesão. A Colposcopia permite a visualização do colo uterino e a identificação de áreas suspeitas, podendo guiar biópsias, mas a biópsia colposcopicamente dirigida é apenas incisional e pode subestimar a lesão. A Colpocitologia (Papanicolau) é um exame citopatológico de rastreamento que identifica alterações celulares, mas não é diagnóstico definitivo de invasão. A Conização, por outro lado, é um procedimento excisional que remove uma porção cônica do colo uterino. A análise histopatológica dessa peça permite não apenas o diagnóstico definitivo da lesão (incluindo carcinoma in situ e microinvasão), mas também a avaliação das margens cirúrgicas e a profundidade da invasão estromal, crucial para o estadiamento FIGO IA1. Portanto, a conização é o método que fornece o diagnóstico definitivo e a informação necessária para o estadiamento preciso.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da conização no diagnóstico do carcinoma in situ?

A conização é crucial porque permite a remoção de uma amostra cônica do colo uterino para análise histopatológica completa, possibilitando o diagnóstico definitivo do carcinoma in situ e a avaliação da profundidade da invasão, essencial para o estadiamento FIGO IA1.

Por que a colpocitologia e a colposcopia não são diagnósticos definitivos?

A colpocitologia (Papanicolau) é um método de rastreamento que detecta alterações celulares, enquanto a colposcopia permite a visualização e biópsia dirigida de áreas suspeitas. Ambos são importantes para identificar lesões, mas não fornecem o diagnóstico histopatológico completo necessário para o estadiamento definitivo da invasão.

O que significa o estadiamento FIGO IA1 para carcinoma de colo uterino?

O estadiamento FIGO IA1 refere-se a um carcinoma invasivo mínimo do colo uterino, com invasão estromal de até 3 mm de profundidade e 7 mm de extensão horizontal, sem invasão linfovascular. O diagnóstico definitivo requer avaliação histopatológica de peça excisional.

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