Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
A conização do colo uterino é um procedimento tipicamente diagnóstico. Em uma situação, ele pode ser considerado como procedimento terapêutico, mesmo sendo diagnosticada doença invasiva. Qual é essa situação?
Conização é terapêutica para Carcinoma Espinocelular estádio Ia1 (invasão estromal < 3mm, sem invasão linfovascular) com margens livres.
A conização é primariamente diagnóstica para lesões cervicais, mas pode ser curativa para o carcinoma espinocelular microinvasivo (estádio Ia1), desde que as margens cirúrgicas estejam livres de doença e não haja invasão linfovascular. Nesses casos, a excisão completa da lesão com a conização é suficiente como tratamento definitivo.
A conização do colo uterino é um procedimento cirúrgico que remove uma porção cônica do colo, sendo classicamente utilizada para diagnóstico e tratamento de lesões pré-invasivas (NIC de alto grau). No entanto, em situações específicas, pode ser considerada um procedimento terapêutico definitivo mesmo na presença de doença invasiva. Essa situação ocorre no carcinoma espinocelular microinvasivo, especificamente no estádio Ia1, conforme a classificação da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia). O estádio Ia1 é definido por uma invasão estromal máxima de 3,0 mm de profundidade e extensão horizontal máxima de 7,0 mm, sem evidência de invasão do espaço linfovascular. Para que a conização seja considerada curativa nesse cenário, é imperativo que as margens cirúrgicas da peça de conização estejam livres de doença. Se esses critérios forem atendidos, a conização pode ser o tratamento definitivo, evitando procedimentos mais radicais como a histerectomia, especialmente em pacientes que desejam preservar a fertilidade. Residentes devem dominar esses critérios para uma conduta adequada e individualizada.
O estádio Ia1 refere-se a um carcinoma espinocelular microinvasivo, com invasão estromal máxima de 3,0 mm de profundidade e extensão horizontal máxima de 7,0 mm, sem invasão linfovascular.
A conização pode ser terapêutica para o carcinoma espinocelular estádio Ia1, desde que a lesão seja completamente excisada (margens livres) e não haja invasão do espaço linfovascular.
Os critérios incluem margens cirúrgicas livres de doença, ausência de invasão do espaço linfovascular e acompanhamento rigoroso da paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo