USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
O conhecimento dos períodos de incubação e de transmissibilidade de uma doença infecciosa é essencial para o médico orientar adequadamente a conduta frente às situações em que ocorre contato entre um indivíduo infectado e outras pessoas da população. Para o sarampo, os períodos de incubação e de transmissibilidade são, respectivamente, de 7 a 18 dias até o aparecimento da febre, e de quatro dias antes a quatro dias após o surgimento do exantema. Suponha que a criança A tenha regressado recentemente de um país europeu e que no dia 1⁰/10/2022 apresentou sinais e sintomas de sarampo com surgimento de exantema. No dia 30/9/2022, havia tido contato com a criança B, nunca vacinada contra sarampo. Frente a essa situação, você indicaria:
Sarampo: Isolamento de A (4 dias pós-exantema) e Quarentena de B (18 dias pós-contato).
Para a criança A, o período de transmissibilidade do sarampo é de 4 dias antes a 4 dias após o exantema. Se o exantema surgiu em 01/10, o isolamento deve ir até 05/10 (01+4). Para a criança B, não vacinada e exposta em 30/09, a quarentena deve cobrir o período máximo de incubação (18 dias) a partir da exposição, ou seja, até 18/10 (30/09 + 18 dias).
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae, que pode levar a complicações graves e até à morte. A compreensão dos seus períodos de incubação e transmissibilidade é fundamental para a saúde pública e para a prática clínica, permitindo a implementação de medidas eficazes de controle e prevenção da disseminação. O período de incubação, que vai da exposição ao vírus até o aparecimento dos primeiros sintomas (febre), varia de 7 a 18 dias. O período de transmissibilidade do sarampo é particularmente crítico, estendendo-se de quatro dias antes a quatro dias após o surgimento do exantema. Isso significa que um indivíduo pode transmitir a doença mesmo antes de apresentar as manifestações cutâneas características, e continua sendo uma fonte de infecção por vários dias após o exantema. A vacinação é a medida mais eficaz de prevenção, e a profilaxia pós-exposição com imunoglobulina pode ser considerada para contatos suscetíveis de alto risco. A conduta frente a um caso de sarampo e seus contatos deve ser rigorosa. O isolamento do caso confirmado é essencial para interromper a cadeia de transmissão. Para os contatos suscetíveis, especialmente os não vacinados, a quarentena é crucial para monitorar o desenvolvimento de sintomas e evitar a transmissão secundária durante o período de incubação. A notificação compulsória e a investigação epidemiológica são passos indispensáveis para o controle de surtos e a proteção da comunidade.
Isolamento é a separação de pessoas doentes para prevenir a transmissão da doença. Quarentena é a restrição de atividades de pessoas expostas a uma doença infecciosa, mas que ainda não desenvolveram sintomas, durante o período de incubação.
O período de transmissibilidade do sarampo é de quatro dias antes a quatro dias após o surgimento do exantema. Portanto, o isolamento deve ser mantido por quatro dias após o aparecimento das lesões de pele.
A criança B, por ser não vacinada, é suscetível ao sarampo. A quarentena deve cobrir o período máximo de incubação da doença (18 dias) a partir da data do contato para garantir que, caso desenvolva a doença, não a transmita a outros.
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