UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Paciente de 72 anos, sexo masculino, foi internado por anemia sintomática, com dosagem de hemoglobina sérica de 6 g/dL. O médico plantonista solicitou a transfusão de 3 unidades de concentrado de hemácias (CH) na tarde de hoje. Você é acionado(a) para reavaliar o paciente logo no início da transfusão da terceira unidade de CH por ele apresentar quadro de dispneia, iniciada durante a transfusão da segunda unidade de CH, com necessidade de oxigênio suplementar, associada a taquicardia e elevação da pressão arterial, sem febre ou outras queixas. Além da avaliação radiológica complementar, frente ao quadro clínico apresentado, o diagnóstico provável e a conduta correta são, respectivamente:
Dispneia, taquicardia e hipertensão durante/após transfusão, sem febre, sugere TACO → suspender transfusão e administrar diurético.
A Congestão Pulmonar Associada à Transfusão (TACO) é uma complicação grave, mas comum, caracterizada por sobrecarga volêmica. Os sintomas incluem dispneia, taquicardia, hipertensão e sinais de insuficiência cardíaca, geralmente sem febre. O manejo imediato envolve a interrupção da transfusão e a administração de diuréticos para reduzir a sobrecarga volêmica.
A Congestão Pulmonar Associada à Transfusão (TACO) é uma das reações transfusionais mais comuns e potencialmente graves, resultante da sobrecarga volêmica aguda. É mais frequente em pacientes idosos, com insuficiência cardíaca pré-existente, disfunção renal ou anemia crônica, que recebem grandes volumes de hemocomponentes rapidamente. A importância clínica reside na sua alta morbidade e mortalidade se não for prontamente reconhecida e tratada. A fisiopatologia da TACO envolve um aumento rápido do volume intravascular que excede a capacidade de adaptação do sistema cardiovascular, levando a um aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares e subsequente extravasamento de fluido para o interstício e alvéolos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de dispneia, taquicardia, hipertensão e sinais de insuficiência cardíaca (como distensão jugular, estertores pulmonares) que surgem durante ou até 6 horas após a transfusão. A ausência de febre ajuda a diferenciá-la de outras reações. O tratamento de TACO é emergencial e consiste na interrupção imediata da transfusão, elevação da cabeceira do leito, administração de oxigênio suplementar e diuréticos de alça (ex: furosemida) para promover a diurese e reduzir a sobrecarga volêmica. Em casos mais graves, pode ser necessário suporte ventilatório. A prevenção inclui a transfusão de volumes menores em pacientes de risco e a infusão mais lenta dos hemocomponentes.
Os principais sinais e sintomas de TACO incluem dispneia, taquicardia, hipertensão, ortopneia, tosse, distensão de veias jugulares e edema pulmonar, que geralmente se desenvolvem durante ou até 6 horas após a transfusão.
A conduta inicial para TACO é suspender imediatamente a transfusão, posicionar o paciente sentado, administrar oxigênio suplementar e iniciar diuréticos de alça, como a furosemida, para reduzir a sobrecarga volêmica. Em casos graves, pode ser necessária ventilação não invasiva ou invasiva.
TACO é caracterizada por sobrecarga volêmica (hipertensão, distensão jugular, edema pulmonar cardiogênico) e geralmente sem febre. TRALI, por outro lado, é uma lesão pulmonar inflamatória aguda, frequentemente associada à hipotensão, febre e infiltrados pulmonares bilaterais sem evidência de sobrecarga volêmica.
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