Confusão Mental em Idosos: Manejo Inicial no PS

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 68 anos de idade foi encontrada solitária em sua residência e conduzida ao pronto-socorro pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe do SAMU foi acionada por vizinhos que a encontraram em estado de confusão. Informações adicionais sobre seu histórico não foram fornecidas. Após a realização dos cuidados iniciais, a paciente foi transferida. No exame físico, observa-se confusão, sonolência e diminuição do nível de atenção, com níveis de saturação de oxigênio em torno de 92% em ar ambiente, frequência respiratória dentro dos parâmetros normais e glicemia capilar de 99 mg/dL.De acordo com o caso clínico hipotético apresentado, julgue:A conduta imediata para a paciente em questão é furosemida endovenosa após estabelecer acesso venoso.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Idoso confuso/hipoxêmico sem sobrecarga volêmica → Furosemida EV é contraindicada; priorizar ABC e O2.

Resumo-Chave

Em um paciente idoso com confusão mental e hipoxemia, a conduta inicial deve focar na estabilização da via aérea, respiração e circulação (ABC), com oxigenoterapia para corrigir a hipoxemia. A administração de furosemida endovenosa sem sinais de sobrecarga volêmica é inadequada e potencialmente prejudicial.

Contexto Educacional

A confusão mental aguda em idosos, frequentemente referida como delirium, é uma condição comum e grave no pronto-socorro, associada a pior prognóstico. A apresentação clínica pode ser variada, incluindo sonolência, desorientação e diminuição do nível de atenção, como no caso. É crucial uma abordagem sistemática e rápida para identificar e tratar as causas subjacentes. A fisiopatologia do delirium é multifatorial, envolvendo disfunção de neurotransmissores e inflamação sistêmica, frequentemente precipitada por condições médicas agudas, como infecções, desidratação, distúrbios metabólicos e hipoxemia. A hipoxemia, mesmo que leve (saturação de 92% em ar ambiente), pode contribuir significativamente para a confusão e deve ser prontamente corrigida com oxigenoterapia. O manejo inicial no pronto-socorro deve seguir os princípios do ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Disfunção Neurológica, Exposição). A administração de furosemida endovenosa, um diurético potente, sem evidência de sobrecarga volêmica, é uma conduta inadequada e potencialmente perigosa. Poderia levar à desidratação, hipotensão e piora da função renal, agravando o quadro do paciente. A prioridade é estabilizar o paciente, corrigir a hipoxemia e investigar a etiologia da confusão.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas comuns de confusão mental aguda em idosos?

As causas comuns incluem infecções (urinárias, respiratórias), desidratação, distúrbios metabólicos (hipo/hiperglicemia, disnatremia), efeitos adversos de medicamentos, AVC e insuficiência cardíaca ou respiratória.

Qual a prioridade no manejo inicial de um idoso confuso e hipoxêmico?

A prioridade é a avaliação e estabilização da via aérea, respiração e circulação (ABC), com correção da hipoxemia através de oxigenoterapia e busca ativa da causa subjacente da confusão.

Quando a furosemida endovenosa seria indicada em um paciente idoso no pronto-socorro?

A furosemida EV é indicada em situações de sobrecarga volêmica evidente, como edema agudo de pulmão por insuficiência cardíaca descompensada, e não como medida inicial para confusão ou hipoxemia sem sinais de congestão.

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