SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Estudo caso-controle realizado em idosos durante a epidemia de COVID19 correlacionou erroneamente a dosagem sanguínea de vitamina D e a letalidade por COVID. Não obstante, após uma melhor observação dos dados, observou-se que os idosos que se exercitavam ao ar livre tinham maiores quantidade de vitamina D que idosos demenciados acamados. Sobre as afirmações abaixo: I - Trata-se de confundimento; II - O confundimento poderia ter sido dirimido pelo pareamento ou estratificação; III - Trata-se de viés de detecção; São corretas:
Confundimento = variável externa distorce associação; controlável por pareamento/estratificação.
O cenário descreve um confundimento, onde a variável 'nível de atividade/saúde geral' (idosos que se exercitam vs. demenciados acamados) está associada tanto à exposição (vitamina D) quanto ao desfecho (letalidade por COVID-19), distorcendo a relação entre vitamina D e letalidade. Esse efeito pode ser controlado por métodos como pareamento ou estratificação na análise.
O confundimento é um dos principais desafios metodológicos em estudos epidemiológicos observacionais, como os estudos caso-controle. Ele ocorre quando uma terceira variável, não de interesse primário, está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, distorcendo a verdadeira relação entre eles. No exemplo dado, a condição de saúde geral e o nível de atividade física dos idosos (exercitar-se ao ar livre vs. demenciados acamados) são fatores de confundimento, pois influenciam tanto os níveis de vitamina D quanto a letalidade por COVID-19. Para que uma variável seja considerada um fator de confundimento, ela deve ser um fator de risco para o desfecho (independentemente da exposição), estar associada à exposição (na população de onde os casos e controles foram selecionados) e não ser um elo na via causal entre a exposição e o desfecho. A identificação e o controle do confundimento são cruciais para garantir a validade interna dos resultados de um estudo. Existem diversas estratégias para dirimir o confundimento, tanto na fase de desenho do estudo quanto na fase de análise. Na fase de desenho, o pareamento (selecionar controles que correspondam aos casos em relação ao fator de confundimento) e a restrição (limitar a participação no estudo a indivíduos com certas características do fator de confundimento) são métodos eficazes. Na fase de análise, a estratificação (analisar a associação dentro de subgrupos definidos pelo fator de confundimento) e o ajuste estatístico (usando modelos de regressão) são amplamente empregados para isolar o efeito da exposição de interesse.
Um fator de confundimento é uma variável que está associada tanto à exposição quanto ao desfecho de interesse, mas não é um elo causal na via entre eles, distorcendo a verdadeira associação observada entre a exposição e o desfecho.
As principais estratégias incluem randomização (em ensaios clínicos), restrição, pareamento (na fase de desenho do estudo) e estratificação ou ajuste estatístico (na fase de análise multivariada).
O confundimento é uma distorção da associação real devido a uma terceira variável. O viés de seleção ocorre quando a forma como os participantes são selecionados ou mantidos no estudo leva a uma amostra que não é representativa da população-alvo, distorcendo os resultados.
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