Íris em Plateau: Diagnóstico e Diagnóstico Diferencial

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Em relação à íris “em plateau”, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A ultrassonografia biomicroscópica é o exame menos indicado para diagnóstico, por não conseguir avaliar o corpo ciliar
  2. B) Cistos de íris periféricos mimetizam a configuração de íris “em plateau"
  3. C) A biomicroscopia do segmento anterior mostra uma câmara ampla na periferia
  4. D) O sinal da “dupla corcova” exclui o diagnóstico

Pérola Clínica

Íris em plateau → câmara anterior central profunda + sinal da dupla corcova na gonioscopia.

Resumo-Chave

A configuração de íris em plateau decorre do posicionamento anterior do corpo ciliar, que sustenta a íris periférica contra o trabéculo. Cistos de íris podem mimetizar essa anatomia ao empurrar a íris perifericamente.

Contexto Educacional

A íris em plateau é uma causa importante de glaucoma de ângulo fechado, especialmente em pacientes mais jovens e hipermetropes. O reconhecimento do sinal da 'dupla corcova' durante a gonioscopia de indentação é um marco clínico: a primeira corcova é causada pela lente empurrando o centro da íris e a segunda pelo corpo ciliar empurrando a periferia. O tratamento definitivo para a síndrome, quando a iridotomia não é suficiente, geralmente envolve a iridoplastia periférica a laser de argônio para 'puxar' a íris para longe do ângulo.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a íris em plateau na biomicroscopia?

Na biomicroscopia de segmento anterior, a íris em plateau apresenta uma câmara anterior central com profundidade normal ou próxima do normal, porém com um estreitamento súbito na periferia, onde a íris se aproxima do trabéculo. Diferente do bloqueio pupilar primário, onde a íris assume uma configuração em 'bombé', na íris em plateau a superfície da íris é plana ou levemente convexa no centro, mas angulada abruptamente na periferia devido ao suporte anterior do corpo ciliar.

Qual a importância da UBM no diagnóstico da íris em plateau?

A Ultrassonografia Biomicroscópica (UBM) é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo da síndrome de íris em plateau. Ela permite a visualização direta das estruturas atrás da íris, como o corpo ciliar. No plateau, a UBM revela processos ciliares posicionados anteriormente, que sustentam a íris periférica e obliteram o sulco ciliar, empurrando a raiz da íris contra a rede trabecular, algo que a biomicroscopia convencional não consegue detalhar.

Como diferenciar a síndrome da configuração de íris em plateau?

A 'configuração' refere-se apenas ao achado anatômico observado na gonioscopia ou UBM. A 'síndrome' de íris em plateau ocorre quando, mesmo após uma iridotomia periférica a laser patente (que elimina o componente de bloqueio pupilar), o ângulo permanece fechado ou fecha-se facilmente sob midríase, resultando em picos de pressão intraocular. O diagnóstico diferencial inclui cistos de corpo ciliar ou de íris, que podem deslocar a íris perifericamente de forma focal ou multifocal.

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