Íris em Plateau: Sinais na Biomicroscopia Ultrassônica (UBM)

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Indique um sinal da configuração de íris em plateau ao exame de biomicroscopia ultrassônica:

Alternativas

  1. A) Abaulamento posterior da íris (sem manobras)
  2. B) Aumento do sulco ciliar
  3. C) Anteriorização dos processos ciliares
  4. D) Maior convexidade da íris (sem manobras)

Pérola Clínica

Íris em plateau na UBM → Processos ciliares anteriorizados sustentando a íris periférica.

Resumo-Chave

A configuração em plateau é causada por processos ciliares posicionados anteriormente que empurram a periferia da íris contra o trabeculado, fechando o ângulo.

Contexto Educacional

A íris em plateau representa um mecanismo não-pupilar de glaucoma de ângulo fechado primário. É mais comum em pacientes jovens e hipermétropes. O diagnóstico clínico pela gonioscopia revela o sinal da 'dupla corcova' durante a indentação, mas a confirmação definitiva exige a visualização das estruturas retro-iridianas. O tratamento inicial geralmente envolve a iridotomia periférica a laser para excluir o bloqueio pupilar associado. Se o ângulo permanecer ocluível, o diagnóstico de Síndrome de Íris em Plateau é firmado, podendo ser necessária a iridoplastia periférica a laser para retrair a íris e abrir o ângulo permanentemente.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a configuração de íris em plateau?

A configuração de íris em plateau é caracterizada por um ângulo da câmara anterior estreito ou fechado devido ao posicionamento anterior dos processos ciliares. Estes processos 'escoram' a íris periférica, empurrando-a contra o trabeculado. Diferente do bloqueio pupilar, a câmara anterior central costuma ter profundidade normal e a superfície da íris é plana (plateau), apresentando uma queda abrupta na periferia.

Qual o papel da UBM no diagnóstico da íris em plateau?

A Biomicroscopia Ultrassônica (UBM) é o padrão-ouro para o diagnóstico, pois permite a visualização de estruturas atrás da íris, o que não é possível na lâmpada de fenda. Na UBM, observa-se a anteriorização dos processos ciliares, a ausência do sulco ciliar e o contato da íris periférica com a parede lateral do ângulo, confirmando o mecanismo anatômico do fechamento.

Como diferenciar síndrome de íris em plateau de configuração de íris em plateau?

A 'configuração' refere-se ao achado anatômico de ângulo estreito que pode ser resolvido ou não com iridotomia. A 'síndrome' ocorre quando, mesmo após uma iridotomia patente (que elimina qualquer componente de bloqueio pupilar), o ângulo permanece passível de fechamento ou fecha-se durante a dilatação pupilar devido ao mecanismo de plateau persistente.

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