CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Indique um sinal da configuração de íris em plateau ao exame de biomicroscopia ultrassônica:
Íris em plateau na UBM → Processos ciliares anteriorizados sustentando a íris periférica.
A configuração em plateau é causada por processos ciliares posicionados anteriormente que empurram a periferia da íris contra o trabeculado, fechando o ângulo.
A íris em plateau representa um mecanismo não-pupilar de glaucoma de ângulo fechado primário. É mais comum em pacientes jovens e hipermétropes. O diagnóstico clínico pela gonioscopia revela o sinal da 'dupla corcova' durante a indentação, mas a confirmação definitiva exige a visualização das estruturas retro-iridianas. O tratamento inicial geralmente envolve a iridotomia periférica a laser para excluir o bloqueio pupilar associado. Se o ângulo permanecer ocluível, o diagnóstico de Síndrome de Íris em Plateau é firmado, podendo ser necessária a iridoplastia periférica a laser para retrair a íris e abrir o ângulo permanentemente.
A configuração de íris em plateau é caracterizada por um ângulo da câmara anterior estreito ou fechado devido ao posicionamento anterior dos processos ciliares. Estes processos 'escoram' a íris periférica, empurrando-a contra o trabeculado. Diferente do bloqueio pupilar, a câmara anterior central costuma ter profundidade normal e a superfície da íris é plana (plateau), apresentando uma queda abrupta na periferia.
A Biomicroscopia Ultrassônica (UBM) é o padrão-ouro para o diagnóstico, pois permite a visualização de estruturas atrás da íris, o que não é possível na lâmpada de fenda. Na UBM, observa-se a anteriorização dos processos ciliares, a ausência do sulco ciliar e o contato da íris periférica com a parede lateral do ângulo, confirmando o mecanismo anatômico do fechamento.
A 'configuração' refere-se ao achado anatômico de ângulo estreito que pode ser resolvido ou não com iridotomia. A 'síndrome' ocorre quando, mesmo após uma iridotomia patente (que elimina qualquer componente de bloqueio pupilar), o ângulo permanece passível de fechamento ou fecha-se durante a dilatação pupilar devido ao mecanismo de plateau persistente.
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