UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Sobre a consulta do adolescente:
Confidencialidade na consulta do adolescente é vital, mas o sigilo pode ser quebrado em risco de vida.
A consulta do adolescente exige um equilíbrio delicado entre a confidencialidade, que promove a confiança e a abertura do paciente, e a necessidade de proteger o adolescente em situações de risco iminente à vida ou à integridade física, dele ou de terceiros. A família deve ser ouvida separadamente para complementar informações e expressar preocupações.
A consulta do adolescente é um momento particular na prática médica, que exige uma abordagem diferenciada e sensível às especificidades dessa fase de transição. O desenvolvimento da autonomia, a busca por identidade e a maior exposição a riscos psicossociais tornam a relação médico-paciente com o adolescente um desafio e uma oportunidade para a promoção da saúde. Um dos pilares dessa consulta é o estabelecimento de um senso de confidencialidade. Isso significa que o adolescente deve sentir-se seguro para discutir livremente suas preocupações, sem o temor de que suas informações sejam repassadas aos pais ou responsáveis sem seu consentimento. Essa confiança é essencial para abordar temas como sexualidade, uso de substâncias, saúde mental e violência. No entanto, é crucial que o adolescente e seus responsáveis compreendam que o sigilo médico não é absoluto. Em situações de risco iminente à vida do adolescente (como ideação suicida grave, automutilação séria) ou de terceiros (como abuso ou violência), o médico tem o dever ético e legal de intervir e, se necessário, quebrar o sigilo para garantir a segurança. A família, embora não seja a única fonte de informação, deve ser ouvida em separado para complementar o histórico e expressar suas preocupações, respeitando sempre a privacidade do adolescente.
A confidencialidade é crucial para estabelecer confiança com o adolescente, incentivando-o a compartilhar informações sensíveis sobre sua saúde física e mental, o que é vital para um cuidado integral e eficaz.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do próprio adolescente (ex: ideação suicida grave) ou de terceiros (ex: abuso, violência), ou quando há determinação judicial.
A família deve ser ouvida separadamente do adolescente para fornecer informações adicionais e expressar preocupações. O adolescente deve ter um momento a sós com o médico para garantir a confidencialidade e promover sua autonomia.
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