Anticoncepcional e Adolescente: Confidencialidade e Ética

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Em relação ao uso de anticoncepcional e ética ao atendimento do adolescente, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) O adolescente tem o direito à confidencialidade e ao sigilo sobre sua prática sexual e ao uso de anticoncepcional independente de sua idade.
  2. B) O adolescente tem o direito à confidencialidade e ao sigilo sobre sua prática sexual e ao uso de anticoncepcional, desde que tenha 14 anos completos.
  3. C) O uso de anticoncepcional deve ser oferecido quando solicitado pelo paciente. D) O uso de métodos contraceptivos e orientação sexual deve ser realizada na presença dos pais e/ou responsável pelo adolescente.
  4. D) O uso de métodos contraceptivos e orientação sexual deve ser realizada na presença dos pais e/ou responsável pelo adolescente.
  5. E) A privacidade e o sigilo estão diretamente ligados à confidencialidade. Portanto, a orientação, quanto ao uso de anticoncepcional e ao sigilo sobre a prática sexual, está assegurada ao adolescente, independente de sua idade.

Pérola Clínica

Adolescente tem direito a sigilo e confidencialidade sobre prática sexual e uso de anticoncepcional, independente da idade.

Resumo-Chave

A autonomia do adolescente na saúde sexual e reprodutiva é um princípio ético e legal fundamental. O direito à confidencialidade e ao sigilo sobre sua prática sexual e uso de métodos contraceptivos deve ser respeitado, independentemente da idade, para garantir o acesso à saúde e prevenir gravidez indesejada e ISTs.

Contexto Educacional

O atendimento ao adolescente na área da saúde sexual e reprodutiva envolve complexas questões éticas e legais, sendo a confidencialidade e o sigilo pilares fundamentais. A legislação brasileira e os códigos de ética médica garantem ao adolescente o direito à privacidade e à autonomia progressiva, permitindo que busquem atendimento médico e recebam orientações sobre métodos contraceptivos sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis, independentemente da idade. Este direito é essencial para assegurar que os adolescentes tenham acesso à saúde, evitando barreiras que poderiam levá-los a práticas sexuais desprotegidas, gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O profissional de saúde deve criar um ambiente de confiança, onde o adolescente se sinta à vontade para expressar suas dúvidas e necessidades, garantindo que suas informações pessoais sejam protegidas. A orientação sobre métodos contraceptivos deve ser proativa e abrangente, oferecendo todas as opções disponíveis e discutindo seus prós e contras, sempre respeitando a escolha do adolescente. A quebra do sigilo só deve ocorrer em situações de risco grave e iminente à vida ou à integridade física do adolescente ou de terceiros, e mesmo assim, deve ser feita com extrema cautela e responsabilidade, buscando sempre o melhor interesse do jovem.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da confidencialidade no atendimento ao adolescente?

A confidencialidade é crucial para estabelecer confiança, incentivar o adolescente a buscar ajuda e discutir abertamente questões sensíveis como sexualidade, prevenindo gravidez indesejada e ISTs.

Em que situações o sigilo médico pode ser quebrado para um adolescente?

O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, como abuso sexual, risco de suicídio ou doenças de notificação compulsória, sempre com a devida ponderação ética e legal.

Como abordar a orientação sexual e contraceptiva com adolescentes?

A abordagem deve ser acolhedora, sem julgamentos, oferecendo informações claras e completas sobre métodos contraceptivos, prevenção de ISTs e saúde sexual, respeitando a autonomia e o ritmo do adolescente.

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