Confidencialidade na Consulta do Adolescente: Ética e Autonomia

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2019

Enunciado

Quanto à confidencialidade e ao sigilo na consulta do adolescente, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Ela é verbal e deve ser sempre solicitada aos pais, devendo ser mantida por todos osmembros da equipe de saúde.
  2. B) Respeita o adolescente como indivíduo, reconhecendo sua autonomia e seu direito àindividualidade.
  3. C) Quanto à confidencialidade que é garantida ao adolescente, não é necessário informaraos pais e responsáveis o que ela significa e em que circunstância pode ser rompida.
  4. D) Ela não pode ser assegurada ao adolescente menor de 16 anos, já que só a partir de16 anos o adolescente é legalmente responsável por si mesmo.
  5. E) Ela é obrigatoriamente rompida quando o adolescente informa ter feito uso desubstâncias psicoativas.

Pérola Clínica

Confidencialidade na consulta do adolescente respeita sua autonomia e individualidade, sendo essencial para o vínculo médico-paciente.

Resumo-Chave

A confidencialidade na consulta do adolescente é um pilar fundamental da ética médica, reconhecendo o adolescente como um indivíduo em desenvolvimento de sua autonomia. Ela é crucial para estabelecer um vínculo de confiança, incentivando o adolescente a buscar ajuda e a discutir temas sensíveis, como sexualidade e uso de substâncias, sem medo de retaliação ou julgamento.

Contexto Educacional

A confidencialidade e o sigilo na consulta do adolescente são pilares éticos fundamentais na prática médica pediátrica e da adolescência. Eles reconhecem o adolescente como um indivíduo em processo de desenvolvimento de sua autonomia e identidade, com direito à privacidade e à individualidade. Manter o sigilo é crucial para estabelecer um vínculo de confiança entre o médico e o paciente, incentivando o adolescente a buscar ajuda e a compartilhar informações sensíveis sobre sua saúde física e mental, sexualidade, uso de substâncias, entre outros temas. Embora a confidencialidade seja a regra, é importante que o profissional de saúde discuta com o adolescente e, se apropriado, com os pais, os limites do sigilo. A quebra da confidencialidade é uma exceção e deve ocorrer apenas em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, ou em casos de suspeita de abuso ou negligência, sempre com a devida ponderação e, idealmente, com a participação do adolescente no processo. Para residentes, compreender as nuances da confidencialidade na adolescência é essencial para uma prática ética e eficaz. É preciso equilibrar o direito à privacidade do adolescente com a responsabilidade de protegê-lo, promovendo sua saúde e bem-estar de forma integral e respeitosa.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da confidencialidade para o adolescente na consulta médica?

A confidencialidade é vital para que o adolescente se sinta seguro e à vontade para discutir questões íntimas e sensíveis, como sexualidade, uso de drogas ou problemas de saúde mental, sem o receio de que as informações sejam repassadas aos pais ou responsáveis, fortalecendo o vínculo médico-paciente.

Em que situações o sigilo médico do adolescente pode ser rompido?

O sigilo pode ser rompido em situações de risco iminente à vida do próprio adolescente (ex: ideação suicida grave) ou de terceiros, ou quando há suspeita de abuso ou negligência. Nesses casos, a quebra do sigilo deve ser cuidadosamente avaliada e, se possível, comunicada ao adolescente.

Como a autonomia do adolescente se relaciona com a confidencialidade?

A autonomia do adolescente, que se desenvolve progressivamente, é respeitada pela confidencialidade. Ao garantir o sigilo, o profissional de saúde reconhece a capacidade do adolescente de tomar decisões sobre sua própria saúde, incentivando sua participação ativa no processo de cuidado e promovendo sua individualidade.

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