HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
A obrigatoriedade da presença dos pais ou responsável durante a consulta com o adolescente se faz necessária:
Confidencialidade do adolescente é regra, mas abuso de drogas grave pode exigir envolvimento dos pais.
A consulta do adolescente deve, em geral, preservar a confidencialidade para promover a confiança e a adesão ao tratamento. No entanto, situações de risco iminente à vida ou à saúde, como abuso grave de drogas, podem exigir a quebra do sigilo e o envolvimento dos pais ou responsáveis, sempre buscando o melhor interesse do paciente.
A consulta do adolescente é um momento delicado que exige do profissional de saúde uma compreensão aprofundada dos aspectos éticos e legais envolvidos, especialmente no que tange à confidencialidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil preconizam a autonomia progressiva do adolescente, respeitando seu direito à privacidade e ao sigilo médico. O estabelecimento de um ambiente de confiança é fundamental para que o adolescente se sinta à vontade para discutir temas sensíveis como sexualidade, uso de substâncias, saúde mental e violência. A presença dos pais ou responsáveis deve ser discutida com o adolescente, e a consulta deve ter um momento a sós com o paciente. Existem, contudo, exceções à regra da confidencialidade, principalmente quando há risco iminente à vida ou à saúde do adolescente. Situações como abuso de drogas grave, risco de suicídio, automutilação, abuso sexual ou outras formas de violência justificam a quebra do sigilo e o envolvimento dos pais ou de outros órgãos de proteção, sempre visando o melhor interesse do paciente e sua segurança.
A confidencialidade é crucial para estabelecer uma relação de confiança entre o adolescente e o médico, incentivando-o a buscar ajuda e discutir questões sensíveis sem medo de julgamento ou repreensão dos pais, promovendo assim a adesão ao tratamento.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida ou à saúde do adolescente, como abuso de drogas grave, risco de suicídio, abuso sexual ou outras formas de violência, sempre com o objetivo de proteger o paciente.
A autonomia do adolescente é progressiva. Em geral, para procedimentos de maior complexidade, o consentimento dos pais é necessário. No entanto, para questões de saúde sexual e reprodutiva ou em situações de risco, a legislação pode permitir que o adolescente tome decisões independentes, dependendo da maturidade e da legislação local.
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