SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Em patologias em que ocorre o aumento da pressão venosa portal, as conexões portossistêmica podem dilatar-se devido ao fluxo colateral. Marque a alternativa correta sobre as colaterais portossistêmicas:
Hipertensão portal → dilatação de colaterais portossistêmicas, especialmente retroperitoneais.
Em casos de hipertensão portal, o aumento da pressão no sistema porta leva à dilatação de shunts portossistêmicos preexistentes, formando circulações colaterais que desviam o sangue para a circulação sistêmica. As comunicações retroperitoneais são clinicamente relevantes e podem ser perigosas em cirurgias.
A hipertensão portal é uma complicação grave de diversas doenças hepáticas, sendo a cirrose a causa mais comum. Caracteriza-se pelo aumento da pressão no sistema venoso portal, o que leva ao desenvolvimento de shunts portossistêmicos para desviar o sangue do fígado para a circulação sistêmica. O conhecimento dessas conexões é fundamental para o diagnóstico e manejo das complicações. As anastomoses portossistêmicas ocorrem em locais onde o sistema portal e o sistema venoso sistêmico se encontram. As mais conhecidas incluem as varizes esofágicas (entre a veia gástrica esquerda e as veias ázigos/hemiázigos), as varizes gástricas, a recanalização das veias umbilicais resultando na 'cabeça de medusa', e as varizes retais (plexo hemorroidário). Além dessas, as comunicações retroperitoneais são clinicamente relevantes. As comunicações retroperitoneais, embora menos visíveis, são extensas e podem envolver conexões entre as veias portais (como as veias cólicas, esplênicas e mesentéricas) e as veias sistêmicas (como as veias renais, lombares e gonadais). A dilatação dessas veias pode ser um achado em exames de imagem e representa um risco significativo de sangramento durante procedimentos cirúrgicos abdominais, exigindo atenção especial do cirurgião.
As principais vias incluem as varizes esofágicas e gástricas (entre veia gástrica esquerda e veias ázigos), a cabeça de medusa (entre veias umbilicais recanalizadas e veias da parede abdominal), o plexo hemorroidário (entre veia mesentérica inferior e veias ilíacas internas) e as comunicações retroperitoneais (entre veias portais e sistêmicas).
As comunicações retroperitoneais são importantes porque permitem um desvio significativo de sangue do sistema portal para o sistêmico, aliviando a pressão portal. No entanto, sua dilatação pode tornar algumas operações abdominais perigosas devido ao risco de sangramento incontrolável.
A 'cabeça de medusa' é formada pela recanalização das veias umbilicais que percorrem o ligamento falciforme do fígado. Essas veias, que normalmente são obliteradas na vida adulta, se dilatam na hipertensão portal, conectando a veia porta à circulação sistêmica através das veias da parede abdominal.
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