Hipertensão Portal: Entenda as Conexões Portossistêmicas

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Em patologias em que ocorre o aumento da pressão venosa portal, as conexões portossistêmica podem dilatar-se devido ao fluxo colateral. Marque a alternativa correta sobre as colaterais portossistêmicas:

Alternativas

  1. A) A anatomia da veia porta e seus ramos apresentam muito mais variações anatômicas do que o sistema arterial, fazendo com que a conexão entre a veia porta e a veia cava seja comum.
  2. B) As veias submucosas do duodeno e do estômago distal próximo ao piloro, recebem o fluxo portal das veias duodenais e pancreatoduodenais resultando em varizes do corpo gástrico e duodeno.
  3. C) As veias da parede abdominal e umbilical recanalizam as veias do ligamento falciforme do fígado resultando na denominada cabeça de medusa.
  4. D) Os plexo hemorroidários médio e inferior recebem o fluxo portal das veias afluentes mesentéricas inferiores e pode formar volumosas hemorroidas.
  5. E) As comunicações retroperitoneais da veia porta e do sistema venoso sistêmico no retroperitônio, produzem efeitos colaterais que podem tornar perigoso algumas operações abdominais.

Pérola Clínica

Hipertensão portal → dilatação de colaterais portossistêmicas, especialmente retroperitoneais.

Resumo-Chave

Em casos de hipertensão portal, o aumento da pressão no sistema porta leva à dilatação de shunts portossistêmicos preexistentes, formando circulações colaterais que desviam o sangue para a circulação sistêmica. As comunicações retroperitoneais são clinicamente relevantes e podem ser perigosas em cirurgias.

Contexto Educacional

A hipertensão portal é uma complicação grave de diversas doenças hepáticas, sendo a cirrose a causa mais comum. Caracteriza-se pelo aumento da pressão no sistema venoso portal, o que leva ao desenvolvimento de shunts portossistêmicos para desviar o sangue do fígado para a circulação sistêmica. O conhecimento dessas conexões é fundamental para o diagnóstico e manejo das complicações. As anastomoses portossistêmicas ocorrem em locais onde o sistema portal e o sistema venoso sistêmico se encontram. As mais conhecidas incluem as varizes esofágicas (entre a veia gástrica esquerda e as veias ázigos/hemiázigos), as varizes gástricas, a recanalização das veias umbilicais resultando na 'cabeça de medusa', e as varizes retais (plexo hemorroidário). Além dessas, as comunicações retroperitoneais são clinicamente relevantes. As comunicações retroperitoneais, embora menos visíveis, são extensas e podem envolver conexões entre as veias portais (como as veias cólicas, esplênicas e mesentéricas) e as veias sistêmicas (como as veias renais, lombares e gonadais). A dilatação dessas veias pode ser um achado em exames de imagem e representa um risco significativo de sangramento durante procedimentos cirúrgicos abdominais, exigindo atenção especial do cirurgião.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais vias de colaterais portossistêmicas na hipertensão portal?

As principais vias incluem as varizes esofágicas e gástricas (entre veia gástrica esquerda e veias ázigos), a cabeça de medusa (entre veias umbilicais recanalizadas e veias da parede abdominal), o plexo hemorroidário (entre veia mesentérica inferior e veias ilíacas internas) e as comunicações retroperitoneais (entre veias portais e sistêmicas).

Por que as comunicações retroperitoneais são importantes na hipertensão portal?

As comunicações retroperitoneais são importantes porque permitem um desvio significativo de sangue do sistema portal para o sistêmico, aliviando a pressão portal. No entanto, sua dilatação pode tornar algumas operações abdominais perigosas devido ao risco de sangramento incontrolável.

Qual a relação entre o ligamento falciforme e a 'cabeça de medusa'?

A 'cabeça de medusa' é formada pela recanalização das veias umbilicais que percorrem o ligamento falciforme do fígado. Essas veias, que normalmente são obliteradas na vida adulta, se dilatam na hipertensão portal, conectando a veia porta à circulação sistêmica através das veias da parede abdominal.

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