UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Criança de 9 meses, está há 3 dias com febre de 39.5°C, tosse seca e prostração intensa. Ao exame: coriza hialina abundante, olhos hiperemiados, com presença de lacrimejamento e aparente fotofobia. Exantema moniliforme retro auricular. FR 40 irpm, MV presente e simétrico, sem RA. FC 125 bpm, 2BRNF em 2T, sem sopros. Abdome semigloboso, RHA normativo, sem visceromegalias ou massas. Entre as condutas indicadas para essa doença, está correto
Sarampo: Caso suspeito → Isolamento respiratório + Notificação compulsória IMEDIATA para controle de surto.
Diante de um quadro clínico sugestivo de sarampo, a conduta inicial e prioritária é o isolamento respiratório do paciente para evitar a disseminação do vírus, juntamente com a notificação compulsória imediata às autoridades de saúde. Essas ações são cruciais para a vigilância epidemiológica e o controle de surtos, especialmente em um contexto de reemergência da doença.
O sarampo, uma doença viral altamente contagiosa, exige uma resposta rápida e eficaz da equipe de saúde, especialmente em crianças. A apresentação clínica clássica, como febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular, deve levantar a suspeita diagnóstica. Em um cenário de reemergência da doença, como o descrito na questão, a vigilância epidemiológica torna-se ainda mais crítica para o controle de surtos e a proteção da população. Ao identificar um caso suspeito de sarampo, as condutas prioritárias são o isolamento respiratório do paciente e a notificação compulsória imediata às autoridades de saúde. O isolamento deve ser mantido por quatro dias após o início do exantema (ou até o desaparecimento das lesões em imunocomprometidos). A notificação permite a investigação epidemiológica, a identificação de contactantes e a implementação de medidas de bloqueio, como a vacinação, para evitar a disseminação do vírus. O tratamento do sarampo é de suporte, com foco na hidratação, controle da febre e manejo de complicações. A suplementação de vitamina A é recomendada para todas as crianças com sarampo, pois reduz a morbimortalidade. Não há tratamento antiviral específico para o sarampo. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção, e a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para a eliminação da doença.
A primeira medida em um caso suspeito de sarampo é instituir o isolamento respiratório do paciente. Isso é crucial para prevenir a transmissão do vírus, que é altamente contagioso e se espalha por gotículas respiratórias.
A notificação do sarampo é compulsória e imediata porque permite às autoridades de saúde iniciar rapidamente as ações de vigilância epidemiológica, como investigação de contatos, vacinação de bloqueio e monitoramento da circulação viral, essenciais para conter surtos.
Não, o aciclovir é um antiviral específico para vírus do herpes e não tem eficácia contra o vírus do sarampo. O tratamento do sarampo é de suporte, focado no alívio dos sintomas e prevenção de complicações, com suplementação de vitamina A.
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