NIC 1: Conduta Expectante e Acompanhamento Cervical

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023

Enunciado

Em paciente com alteração histopatológica no colo uterino NIC 1 (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) em biopsia realizada durante colposcopia, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) expectante, com controle citológico e colposcópico semestral.
  2. B) histerectomia, pois são altos os índices de invasão no intervalo de 2 anos.
  3. C) exérese da zona de transformação do colo, com análise imuno-histoquímica.
  4. D) exérese da zona de transformação do colo, com análise anatomopatológica.

Pérola Clínica

NIC 1 (LSIL) → conduta expectante com acompanhamento citológico e colposcópico semestral, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Resumo-Chave

A lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (NIC 1 ou LSIL) apresenta uma alta taxa de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. Por isso, a conduta inicial mais apropriada é a expectante, com acompanhamento rigoroso através de exames citopatológicos e colposcópicos periódicos, geralmente semestrais, para monitorar a evolução da lesão.

Contexto Educacional

A Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 1 (NIC 1), também conhecida como lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), representa a manifestação citopatológica mais comum da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) no colo uterino. É caracterizada por alterações celulares que não invadem a membrana basal e têm um baixo potencial de progressão para câncer invasivo. A maioria das lesões NIC 1, especialmente em mulheres jovens, regride espontaneamente em um período de 1 a 2 anos. O diagnóstico de NIC 1 é feito por biópsia dirigida por colposcopia, após um resultado alterado no exame citopatológico (Papanicolau). Dada a alta taxa de regressão espontânea, a conduta padrão para NIC 1 é expectante, com acompanhamento rigoroso. Este acompanhamento envolve a repetição de exames citopatológicos e colposcópicos a cada 6 a 12 meses, conforme os protocolos nacionais. A intervenção terapêutica (como exérese da zona de transformação) é reservada para casos de persistência da lesão por mais de dois anos, progressão para NIC 2 ou 3, ou em situações específicas onde há preocupação com a adesão ao acompanhamento. É crucial evitar tratamentos invasivos desnecessários, pois podem ter implicações para futuras gestações, como aumento do risco de parto prematuro.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma biópsia com NIC 1?

A conduta inicial para uma biópsia com NIC 1 (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) é expectante, com acompanhamento citológico e colposcópico semestral, devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão.

Por que não se realiza tratamento invasivo para NIC 1?

O tratamento invasivo não é a conduta inicial para NIC 1 porque a maioria dessas lesões regride espontaneamente, e procedimentos como a exérese da zona de transformação podem causar complicações obstétricas futuras, como parto prematuro e incompetência istmocervical.

Quando a NIC 1 requer intervenção?

A intervenção para NIC 1 é considerada se a lesão persistir por um período prolongado (geralmente 2 anos), progredir para NIC 2 ou 3, ou se houver discordância entre os resultados citológicos, colposcópicos e histopatológicos.

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