Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 32 anos realiza um exame de Papanicolaou que revela lesão intraepitelial de alto grau (HSIL). Qual é o próximo passo?
HSIL no Papanicolaou → Colposcopia com biópsia para avaliação e diagnóstico definitivo.
A lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) no Papanicolaou indica uma alteração celular significativa com alto risco de progressão para câncer invasivo. A colposcopia com biópsia é essencial para visualizar as lesões, determinar sua extensão e obter um diagnóstico histopatológico preciso, guiando o tratamento adequado.
A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL) é um achado citopatológico no exame de Papanicolaou que indica alterações celulares significativas no colo do útero, com alto potencial de progressão para câncer invasivo se não tratadas. A prevalência de HSIL varia, mas é um indicador crítico da necessidade de intervenção. O rastreamento do câncer de colo uterino através do Papanicolaou é uma ferramenta eficaz para detectar essas lesões precocemente. A fisiopatologia da HSIL está intrinsecamente ligada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. A detecção de HSIL no Papanicolaou não é um diagnóstico definitivo, mas sim um indicativo de que uma lesão pré-invasiva ou até mesmo invasiva pode estar presente. Portanto, o próximo passo essencial é a colposcopia, um exame que permite a visualização magnificada do colo do útero, vagina e vulva, para identificar áreas de alteração epitelial. Durante a colposcopia, são aplicadas soluções como ácido acético e lugol para realçar as áreas anormais, e biópsias direcionadas são realizadas nas lesões suspeitas. O diagnóstico histopatológico da biópsia é crucial para confirmar a presença de NIC 2 (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 2) ou NIC 3 (grau 3) e para descartar câncer invasivo. Com base nesses resultados, o tratamento adequado pode ser planejado, que geralmente envolve procedimentos excisional como LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou conização, visando remover completamente a lesão e prevenir a progressão para câncer.
HSIL (High-grade Squamous Intraepithelial Lesion) indica a presença de células anormais no colo do útero com alto potencial de se tornarem câncer se não tratadas. Corresponde histologicamente a NIC 2 ou NIC 3.
A colposcopia permite visualizar o colo do útero com magnificação, identificar áreas suspeitas e realizar biópsias direcionadas. A biópsia é crucial para obter um diagnóstico histopatológico definitivo e determinar a extensão da lesão, orientando o tratamento.
As opções incluem excisão eletrocirúrgica por alça (LEEP/CAF), conização a frio ou ablação (crioterapia ou laser), dependendo da extensão da lesão, localização e desejo de gestação futura da paciente. O objetivo é remover todas as células anormais.
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