FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Paciente de 37 anos, G4P3A1, realizou o preventivo que mostrou lesão intraepitelial de alto grau. Foi encaminhada à colposcopia que mostrou achados anormais maiores, JEC visível, lesão restrita ao colo e ausência de suspeição de invasão. Qual é a conduta recomendada?
HSIL com JEC visível e lesão restrita ao colo sem invasão → Exérese ambulatorial da zona de transformação (LEEP/CAF) é a conduta padrão.
Em casos de Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL) confirmada por citologia e colposcopia com achados anormais maiores, JEC visível e lesão restrita ao colo sem suspeita de invasão, a conduta recomendada é a exérese ambulatorial da zona de transformação. Isso geralmente é realizado por LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência), visando remover a lesão e obter margens livres.
A Lesão Intraepitelial de Alto Grau (HSIL), que engloba a neoplasia intraepitelial cervical graus 2 e 3 (NIC 2 e NIC 3), representa um estágio pré-canceroso significativo no desenvolvimento do câncer de colo uterino. O rastreamento por citologia cervical (preventivo) e a investigação por colposcopia são cruciais para a detecção precoce e manejo adequado, prevenindo a progressão para doença invasiva. Quando uma citologia revela HSIL, a paciente é encaminhada para colposcopia. Se a colposcopia for satisfatória (ou seja, a junção escamocolunar - JEC - é visível) e os achados forem anormais maiores, com a lesão restrita ao colo e sem suspeita de invasão, a conduta padrão é a exérese da zona de transformação. Este procedimento, geralmente realizado por LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência), visa remover a área afetada do colo uterino. O objetivo da exérese é tanto terapêutico (remover a lesão) quanto diagnóstico (obter material para histopatologia e avaliar as margens). A histerectomia total não é a conduta inicial para HSIL, mesmo em pacientes com prole constituída, a menos que haja outras indicações ou falha de tratamentos conservadores. O acompanhamento pós-tratamento é fundamental para monitorar a recorrência da lesão.
A exérese da zona de transformação é indicada para HSIL (NIC 2/3) quando a colposcopia é satisfatória (JEC visível), a lesão está restrita ao colo, não há suspeita de invasão e há concordância entre a citologia, colposcopia e biópsia. O objetivo é remover completamente a lesão para prevenir a progressão para câncer invasivo.
Os procedimentos mais comuns para a exérese da zona de transformação são o LEEP (Loop Electrosurgical Excision Procedure) ou CAF (Cirurgia de Alta Frequência). Ambos utilizam uma alça eletrocirúrgica para remover a área afetada do colo uterino, permitindo também o exame histopatológico da peça excisada para confirmar o diagnóstico e avaliar as margens.
A conização cervical (excisão em cone) é considerada em situações específicas, como quando a JEC não é visível na colposcopia, há suspeita de invasão, a lesão se estende para o canal endocervical, há discordância entre os exames (citologia, colposcopia, biópsia) ou quando as margens da exérese inicial não estão livres de lesão.
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