HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
A recomendação correta frente a um resultado alterado na citologia cervicovaginal com
ASCUS < 30 anos → repetir citologia em 12 meses; HSIL/AGC → colposcopia; LSIL → repetir citologia em 6 ou 12 meses.
A conduta frente a uma citologia cervicovaginal alterada varia conforme o resultado e a idade da paciente, seguindo diretrizes específicas para otimizar o rastreamento e evitar tanto a sub quanto a superinvestigação. O ASCUS em mulheres jovens (<30 anos) geralmente permite uma conduta mais conservadora.
A citologia cervicovaginal, ou Papanicolau, é a principal ferramenta de rastreamento para o câncer de colo uterino. Resultados alterados exigem condutas específicas, que variam de acordo com a classificação da lesão e a idade da paciente, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e sociedades médicas. O objetivo é identificar lesões pré-malignas e malignas precocemente, minimizando intervenções desnecessárias. Para lesões de alto grau (HSIL) e células glandulares atípicas (AGC), a conduta padrão é a colposcopia com biópsia, devido ao risco significativo de lesão de alto grau ou câncer invasivo. Já para lesões de baixo grau (LSIL), a conduta pode ser mais conservadora, como a repetição da citologia em 6 ou 12 meses, especialmente em mulheres jovens, que apresentam alta taxa de regressão espontânea. No caso de ASCUS (células escamosas atípicas de significado indeterminado), a conduta depende da idade da paciente e da disponibilidade do teste de HPV. Em mulheres de 25 a 29 anos, a repetição da citologia em 12 meses é a conduta recomendada, pois a maioria dessas lesões regride espontaneamente. O teste de DNA-HPV é uma ferramenta valiosa, especialmente em mulheres acima de 30 anos, para estratificar o risco e guiar a necessidade de colposcopia.
Para mulheres de 25 a 29 anos com ASCUS (células escamosas atípicas de significado indeterminado), a recomendação é repetir a citologia em 12 meses, devido à alta taxa de regressão espontânea nessa faixa etária.
A colposcopia é geralmente indicada para lesões de alto grau (HSIL), células glandulares atípicas (AGC) e, em alguns casos, para LSIL persistente ou ASCUS com teste de HPV positivo, dependendo das diretrizes.
Para LSIL (lesão intraepitelial de baixo grau), a conduta pode ser repetir a citologia em 6 ou 12 meses, ou teste de HPV, dependendo da idade. Para HSIL (lesão intraepitelial de alto grau), a colposcopia com biópsia é a conduta padrão devido ao maior risco de progressão para câncer.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo