BIRADS 3 e LSIL: Conduta no Rastreamento Ginecológico

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 42 anos, 2G 2P, comparece em consulta para rotina ginecológica. Nega queixas e traz consigo os seguintes exames: mamografia Birads 3 e colpocitologia oncótica com lesão intraepitelial de baixo grau. Qual a conduta mais adequada para o seguimento desta paciente?

Alternativas

  1. A) Repetir mamografia em 1 ano e solicitar nova coleta de colpocitologia oncótica em 6 meses.
  2. B) Repetir mamografia em 1 ano e solicitar colposcopia com biópsia.
  3. C) Repetir mamografia em 6 meses e solicitar colposcopia com biópsia.
  4. D) Repetir mamografia em 6 meses e solicitar nova coleta de colpocitologia oncótica em 6 meses.

Pérola Clínica

BIRADS 3 → repetir mamografia em 6 meses; LSIL em > 30 anos → repetir colpocitologia em 6 meses.

Resumo-Chave

Uma mamografia BIRADS 3 indica achado provavelmente benigno, mas que requer seguimento em curto prazo (6 meses). Lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) em mulheres > 30 anos geralmente permite conduta expectante com repetição da colpocitologia em 6 meses.

Contexto Educacional

O rastreamento ginecológico de rotina envolve a prevenção e detecção precoce de câncer de mama e colo uterino. A paciente apresenta dois achados importantes: mamografia BIRADS 3 e colpocitologia oncótica com lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). A classificação BIRADS 3 na mamografia indica um achado provavelmente benigno, com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. A conduta recomendada é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com repetição da mamografia em 6 meses, para avaliar a estabilidade da lesão. Isso evita biópsias desnecessárias, mas garante que qualquer alteração seja detectada precocemente. Em relação à colpocitologia com LSIL, em mulheres acima de 30 anos, a conduta mais adequada é a repetição da colpocitologia em 6 meses. A maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente, especialmente em mulheres com sistema imunológico competente. A colposcopia imediata não é rotineiramente indicada, a menos que haja fatores de risco adicionais, como um teste de HPV positivo para genótipos de alto risco (se realizado) ou histórico de lesões persistentes. O objetivo é monitorar a evolução e intervir apenas se houver persistência ou progressão da lesão.

Perguntas Frequentes

O que significa uma classificação BIRADS 3 na mamografia?

BIRADS 3 significa 'achado provavelmente benigno', com uma chance de malignidade inferior a 2%. Requer um acompanhamento em curto prazo, geralmente com repetição da mamografia em 6 meses, para confirmar a estabilidade da lesão.

Qual a conduta para lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) em mulheres acima de 30 anos?

Em mulheres acima de 30 anos, a conduta para LSIL é geralmente expectante, com repetição da colpocitologia oncótica em 6 meses. A maioria das LSIL regride espontaneamente, e a colposcopia imediata não é rotineiramente indicada, a menos que haja persistência ou piora.

Quando a colposcopia estaria indicada para uma paciente com LSIL?

A colposcopia estaria indicada se a LSIL persistir em exames subsequentes (após 6-12 meses), se houver um resultado de ASC-H ou HSIL, ou se o teste de HPV for positivo para genótipos de alto risco em situações específicas, dependendo do protocolo local.

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