CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Paciente 19 anos realizou citologia oncótica cujo resultado foi ASC-US. Qual a conduta CORRETA?
ASC-US < 25 anos → Reavaliar em 3 anos; persistência/agravamento > 25 anos → Colposcopia.
A conduta para ASC-US em pacientes jovens (<25 anos) é mais conservadora devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões e imaturidade da junção escamocolunar. O rastreamento intensivo pode levar a intervenções desnecessárias.
O ASC-US (Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado) é o resultado mais comum de citologia oncótica alterada, refletindo atipias celulares que não são claramente benignas nem sugestivas de lesão intraepitelial. Sua prevalência é maior em mulheres jovens, onde a infecção por HPV é transitória e a maioria das lesões regride espontaneamente. O manejo adequado é crucial para evitar intervenções desnecessárias e otimizar o rastreamento do câncer de colo uterino. A fisiopatologia do ASC-US está frequentemente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que pode causar alterações celulares transitórias. O diagnóstico é feito pela citologia oncótica (Papanicolau). É fundamental suspeitar de lesões mais graves quando há persistência das atipias ou progressão para lesões de alto grau, especialmente em faixas etárias de maior risco. O tratamento e seguimento do ASC-US variam conforme a idade da paciente. Em mulheres jovens (<25 anos), a conduta é expectante, com reavaliação citológica em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea. Se a atipia persistir ou aumentar a gravidade após os 25 anos, a colposcopia é indicada. O prognóstico é geralmente bom, com baixa progressão para câncer invasivo quando as diretrizes de seguimento são seguidas.
A idade é crucial, pois pacientes jovens (<25 anos) têm alta taxa de regressão espontânea de lesões por HPV e menor risco de câncer invasivo. Por isso, a conduta é mais conservadora, com seguimento citológico.
A colposcopia é indicada se o ASC-US persistir ou houver aumento da gravidade citológica após o período de seguimento recomendado, especialmente em pacientes com 25 anos ou mais.
Os principais fatores de risco incluem infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV, início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo e imunossupressão.
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