ASC-US no Papanicolaou: Conduta e Rastreamento

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 36 anos vem para coleta de citopatológico de rastreamento do cancer de colo uterino. Ao exame há conteúdo branco, pouco espesso, em pequena quantidade, sem odor fétido. Mucosa vaginal e colo uterino de aspecto normal. Após 20 dias vem para ver o resultado do exame que é o seguinte: AVALIAÇÃO PRÉ ANALÍTICA: AVALIAÇÃO DA AMOSTRA: Satisfatória EPITÉLIOS REPRESENTADOS NA AMOSTRA: Escamoso, Glandular, Metaplásico. REPRESENTATIVIDADE DA ZONA DE TRANSFORMAÇÃO: Sim ALTERAÇÕES CELULARES BENIGNAS REATIVAS OU REPARATIVAS: Inflamação. MICROBIOLOGIA: Cocos, Candida sp, Outros Bacilos. CONCLUSÃO CÉLULAS ATÍPICAS DE SIGNIFICADO INDETERMINADO: ESCAMOSAS: Possivelmente não neoplásicas (ASC-US) Assinale a alternativa CORRETA segundo as Diretrizes brasileiras de rastreamento do cancer do colo uterino, 2016:

Alternativas

  1. A) A paciente deve ser encaminhada para colposcopia imediatamente. 
  2. B) A paciente deve ser fazer novo citológico em 6 meses. 
  3. C) Deve ser repetido o citopatológico em 1 ano. 
  4. D)  Deve ser tratada a inflamação e repetido o exame imediatamente. 

Pérola Clínica

ASC-US em rastreamento, sem lesão ou HPV de alto risco → repetir citopatológico em 6 meses (Diretrizes Brasileiras 2016).

Resumo-Chave

As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2016) recomendam, para resultados de ASC-US, a repetição do exame citopatológico em 6 meses. A colposcopia é indicada se o ASC-US persistir após duas repetições ou se houver associação com HPV de alto risco.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer de colo uterino é fundamental na saúde da mulher, e o citopatológico (Papanicolaou) é a principal ferramenta. Resultados como ASC-US são frequentes e exigem uma conduta padronizada para evitar tanto a sub-investigação quanto a super-intervenção. A interpretação correta e a adesão às diretrizes nacionais são cruciais para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia do ASC-US envolve alterações celulares que podem ser reativas (inflamação, infecção) ou precursoras de lesões intraepiteliais de baixo grau. O acompanhamento em 6 meses permite que muitas dessas alterações reativas regridam espontaneamente, enquanto as persistentes podem indicar a necessidade de investigação mais aprofundada, como a colposcopia. A presença de inflamação ou agentes infecciosos como Candida sp. ou cocos é comum, mas não altera a conduta para o ASC-US em si, que foca na atipia celular. Para residentes, é vital dominar as diretrizes de rastreamento, os critérios de encaminhamento para colposcopia e os intervalos de repetição dos exames. A compreensão da história natural das lesões cervicais e a aplicação do protocolo correto para cada resultado citopatológico garantem um manejo adequado e a prevenção eficaz do câncer de colo uterino.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para um resultado de ASC-US no citopatológico de rastreamento?

A conduta inicial para ASC-US, segundo as Diretrizes Brasileiras de 2016, é repetir o exame citopatológico em 6 meses, especialmente se não houver outros fatores de risco ou lesões associadas.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de ASC-US?

A colposcopia é indicada se o resultado de ASC-US persistir após duas repetições do citopatológico ou se houver detecção de HPV de alto risco em testes adicionais, dependendo do protocolo local.

O que significa ASC-US no exame citopatológico?

ASC-US significa 'Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado'. Indica alterações celulares que não são claramente benignas nem malignas, exigindo acompanhamento para determinar sua natureza.

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