USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Primigesta, 16 anos, 21 semanas, refere lesões na vulva há 30 dias. Na consulta Unidade Básica de Saúde, a avaliação da genitália evidencia as lesões mostradas na figura 1.Qual a melhor conduta para esse caso?
Condiloma acuminado na gestação → Ácido Tricloroacético (ATA) 80-90% é tratamento de escolha seguro.
O tratamento do condiloma acuminado em gestantes deve ser seguro para a mãe e o feto. O ácido tricloroacético é uma opção tópica eficaz e segura, especialmente para lesões externas, evitando agentes sistêmicos ou teratogênicos.
O condiloma acuminado, causado pelo Papilomavavírus Humano (HPV), é uma condição comum que pode ocorrer durante a gestação. A gravidez pode levar ao aumento do tamanho e número das lesões devido a alterações hormonais e imunológicas. É crucial o manejo adequado para evitar complicações maternas e a transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, que pode desenvolver papilomatose respiratória recorrente. O diagnóstico é clínico, baseado na inspeção das lesões verrucosas na genitália. A biópsia pode ser considerada em casos atípicos ou para excluir malignidade. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de múltiplos parceiros ou lesões prévias. O tratamento visa remover as lesões e aliviar os sintomas, mas não erradica o vírus. As opções terapêuticas para gestantes são limitadas pela segurança fetal. O ácido tricloroacético (ATA) a 80-90% é a primeira linha para lesões externas, sendo seguro e eficaz. Crioterapia, excisão cirúrgica e eletrocauterização são outras alternativas. Podofilotoxina e imiquimode são contraindicados. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas as lesões podem recorrer.
As opções seguras para tratar condiloma acuminado em gestantes incluem ácido tricloroacético (ATA) 80-90%, crioterapia, excisão cirúrgica e eletrocauterização. A escolha depende do tamanho, número e localização das lesões.
A podofilotoxina é contraindicada na gravidez devido ao seu potencial teratogênico e toxicidade sistêmica. O imiquimode também é contraindicado por não haver dados suficientes sobre sua segurança em gestantes.
Sim, há risco de transmissão vertical do HPV para o bebê durante o parto vaginal, podendo causar papilomatose respiratória recorrente (PRR) na criança. A presença de lesões extensas pode indicar a necessidade de cesariana.
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