SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Mulher de 17 anos, no curso da 18ª semana de gestação de risco habitual, refere surgimento de verrugas na região genital. O médico da unidade básica de saúde encaminhou para realização de vulvoscopia, que confirmou a presença de lesões condilomatosas em grandes lábios e região perianal. Considerando o caso clínico acima, julgue os itens abaixo: I. Caso a paciente apresente resolução das lesões com uso do ácido tricloroacético, a via de parto é obstétrica. II. Caso a paciente não tenha realizado citopatológico do colo do útero recentemente, a coleta deverá ser realizada a partir do terceiro trimestre, a fim de possibilitar maior segurança e evitar sangramentos. III. Caso a paciente não tenha realizado a vacinação de HPV, deve-se recomendar que a imunização de HPV quadrivalente seja prontamente realizada. IV. Caso a paciente não apresente sorologias para hepatite B e C, sífilis e HIV, as mesmas deverão ser solicitadas. É correto apenas o que se afirmar em:
HPV na gestação → Parto vaginal permitido (salvo obstrução) + Vacina CI + Rastrear ISTs.
O manejo do HPV na gestante prioriza tratamentos tópicos seguros (como ATA) e a via de parto permanece obstétrica, a menos que as lesões causem obstrução mecânica.
O papilomavírus humano (HPV) pode apresentar crescimento acelerado durante a gestação devido às alterações hormonais e à imunossupressão relativa desse período. O diagnóstico é clínico, mas a vulvoscopia e a citopatologia auxiliam na avaliação de lesões subclínicas. É fundamental destacar que o rastreamento citopatológico do colo do útero deve seguir o calendário normal, podendo ser realizado em qualquer trimestre da gestação com segurança. A abordagem das ISTs na gestação deve ser integral. A presença de uma infecção como o HPV serve como marcador de risco para outras patologias de transmissão sexual, justificando a solicitação imediata de sorologias para HIV, sífilis e hepatites B e C, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. O tratamento das verrugas visa o conforto materno e a redução da carga viral no momento do parto, embora não elimine o vírus do organismo.
Não. A via de parto em gestantes com HPV/condilomas é de indicação obstétrica. A cesariana só está indicada se as lesões forem tão volumosas que obstruam o canal de parto ou se houver risco de sangramento excessivo durante a passagem do feto. O parto vaginal não é contraindicado, pois o risco de transmissão vertical (papilomatose laríngea juvenil) é considerado muito baixo e não é prevenido pela cesariana.
Os tratamentos preferenciais na gestação são os métodos físicos ou químicos que não apresentam absorção sistêmica significativa, como o Ácido Tricloroacético (ATA) a 80-90%, a crioterapia com nitrogênio líquido ou a exérese cirúrgica/eletrocauterização. Substâncias citotóxicas como a podofilina, podofilotoxina e o imiquimode são contraindicadas devido ao risco de teratogenicidade e toxicidade fetal.
Não, a vacina quadrivalente contra o HPV é contraindicada durante a gestação. Embora não existam evidências de danos fetais graves em exposições acidentais, o protocolo recomenda que, caso a gestante tenha iniciado o esquema vacinal, as doses restantes sejam adiadas para o período pós-parto. O rastreamento de outras ISTs (HIV, Sífilis, Hepatites) deve ser reforçado em pacientes com diagnóstico de HPV.
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