Condiloma Acuminado em HIV: Manejo e Tratamento

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 58 anos apresenta lesões assintomáticas na vulva há seis meses, conforme a imagem. Antecedente pessoal: HAS e portadora do HIV, com carga viral indetectável e CD4+ 300 células/mm³, em uso regular de TARV e captopril. Refere prática sexual sem preservativo no último ano, porém, sem parceiro fixo.De acordo com seu diagnóstico, pode-se afirmar que as lesões vulvares

Alternativas

  1. A) podem ser tratadas ambulatorialmente com ácido tricloroacético 90%.
  2. B) são causadas por HPV de alto risco oncogênico.
  3. C) são devido à sífilis maligna precoce no HIV, devendo ser tratadas com penicilina benzatina, 2400000 UI, intramuscular, dose única.
  4. D) são de molusco contagioso em paciente imunossuprimido e devem ser tratadas com curetagem.

Pérola Clínica

Condiloma acuminado em HIV com CD4+ 300 → tratamento ambulatorial com ácido tricloroacético 90% é opção eficaz.

Resumo-Chave

Lesões verrucosas na vulva em paciente HIV com CD4+ 300 e carga viral indetectável, sem sintomas, são altamente sugestivas de condiloma acuminado (verrugas genitais) por HPV de baixo risco. O tratamento com ácido tricloroacético 90% é uma modalidade ambulatorial comum e eficaz para essas lesões.

Contexto Educacional

O condiloma acuminado, causado pelo Papilomavírus Humano (HPV), é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. Em pacientes imunocomprometidos, como aqueles vivendo com HIV, as lesões podem ser mais extensas, persistentes e refratárias ao tratamento. A imagem, embora não fornecida, e o contexto clínico de lesões assintomáticas na vulva em uma paciente com HIV e CD4+ de 300 células/mm³ (indicando algum grau de imunossupressão, mas com carga viral indetectável) sugerem fortemente condiloma acuminado. A fisiopatologia envolve a replicação do HPV nas células epiteliais, levando à formação das verrugas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na morfologia das lesões. É importante diferenciar de outras lesões vulvares, como sífilis secundária (condiloma plano), molusco contagioso ou neoplasias. O tratamento visa a remoção das lesões visíveis e alívio dos sintomas, mas não erradica o vírus. A escolha do tratamento depende de fatores como tamanho, número e localização das lesões, bem como da experiência do médico. Para residentes, é crucial reconhecer as manifestações do HPV em pacientes com HIV e saber as opções de tratamento. O ácido tricloroacético (ATA) a 90% é uma opção de tratamento químico que pode ser aplicada ambulatorialmente, causando necrose das lesões. É importante orientar o paciente sobre a possibilidade de recorrência e a importância do acompanhamento, especialmente em pacientes imunossuprimidos, devido ao maior risco de lesões persistentes e, em alguns casos, de progressão para neoplasia intraepitelial.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do condiloma acuminado?

O condiloma acuminado, ou verruga genital, é uma lesão exofítica, papilomatosa, de coloração rósea ou acastanhada, que pode ser única ou múltipla. Geralmente é assintomático, mas pode causar prurido ou desconforto. É causado por tipos de HPV de baixo risco oncogênico, como o HPV 6 e 11.

Como o HIV afeta a apresentação e o tratamento do condiloma acuminado?

Pacientes com HIV, especialmente aqueles com imunossupressão mais avançada (CD4+ baixos), tendem a ter lesões de condiloma mais extensas, numerosas, recorrentes e com maior dificuldade de tratamento. A resposta ao tratamento pode ser mais lenta, mas opções como o ácido tricloroacético ainda são eficazes.

Quais são as opções de tratamento para condiloma acuminado?

As opções de tratamento incluem métodos químicos (ácido tricloroacético, podofilina, imiquimod), métodos físicos (crioterapia, eletrocauterização, excisão cirúrgica, laser) e, em casos selecionados, terapias intralesionais. A escolha depende do tamanho, número, localização das lesões e da preferência do paciente e médico.

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