UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Vítima de queda de moto, um rapaz de 21 anos chega ao pronto-socorro consciente, eupnéico e hemodinamicamente normal. Os bombeiros contam que no local ele estava desacordado. Agora conversa normalmente, embora não se lembre do que aconteceu. Não tem déficit neurológico focal. Diagnóstico mais provável:
Concussão cerebral = Alteração transitória da função cerebral pós-trauma, com ou sem perda de consciência, amnésia e sem lesão estrutural.
A concussão cerebral é um TCE leve caracterizado por disfunção neurológica transitória, frequentemente com perda de consciência breve e amnésia pós-traumática, mas sem evidência de lesão estrutural macroscópica em exames de imagem.
A concussão cerebral é a forma mais comum de traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, frequentemente resultante de acidentes automobilísticos, quedas ou esportes. Embora seja considerada uma lesão "leve", seus efeitos podem ser significativos e prolongados, tornando seu reconhecimento e manejo adequados cruciais para a recuperação do paciente. A fisiopatologia da concussão envolve uma disfunção neurológica transitória causada por forças biomecânicas no cérebro, sem evidência de lesão estrutural macroscópica em exames de imagem padrão. Os sintomas podem incluir perda de consciência breve (como no caso descrito), amnésia pós-traumática (retro ou anterógrada), confusão, dor de cabeça, tontura, náuseas e alterações de humor ou sono. A ausência de déficit neurológico focal e a normalidade dos exames de imagem são características importantes. O manejo da concussão cerebral foca no repouso físico e cognitivo, com retorno gradual às atividades. É fundamental monitorar o paciente para sinais de deterioração neurológica e orientar sobre a síndrome pós-concussional, que pode incluir sintomas persistentes por semanas ou meses. O diagnóstico diferencial com lesões mais graves, como lesão axonal difusa (que geralmente cursa com coma prolongado e déficits mais severos) ou contusões cerebrais (com achados em imagem), é essencial para uma conduta apropriada.
A concussão cerebral é diagnosticada pela presença de alteração transitória da função neurológica após um trauma na cabeça, que pode incluir perda de consciência breve, amnésia pós-traumática, confusão, dor de cabeça, tontura, sem evidência de lesão estrutural em neuroimagem.
A concussão é uma lesão funcional sem alterações macroscópicas em exames de imagem. Lesões mais graves, como contusões ou hematomas, apresentam achados visíveis na TC ou RM, e a lesão axonal difusa pode ser detectada por RM mais sensível ou por achados clínicos mais graves e persistentes.
A conduta inicial envolve avaliação neurológica completa, exclusão de lesões mais graves (com neuroimagem se houver critérios), observação para sinais de deterioração e orientação sobre repouso físico e cognitivo, com acompanhamento para síndrome pós-concussional.
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