UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Vítima de queda de moto, um rapaz de 21 anos chega ao pronto-socorro consciente, eupnéico e hemodinamicamente normal. Os bombeiros contam que no local ele estava desacordado. Agora conversa normalmente, embora não se lembre do que aconteceu. Não tem déficit neurológico focal. Diagnóstico mais provável:
Concussão cerebral = perda consciência breve + amnésia + sem déficit focal.
A concussão cerebral é um traumatismo cranioencefálico leve caracterizado por alteração transitória da função cerebral, geralmente com perda de consciência breve e amnésia pós-traumática, mas sem lesão estrutural visível em exames de imagem e sem déficit neurológico focal persistente.
A concussão cerebral é a forma mais comum de traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, resultante de um impacto direto ou indireto na cabeça que causa uma alteração transitória da função cerebral. É caracterizada por uma constelação de sintomas neurológicos e cognitivos, que podem incluir perda de consciência breve, amnésia pós-traumática (retro ou anterógrada), confusão, tontura, cefaleia e náuseas. A característica distintiva da concussão é a ausência de lesões estruturais macroscópicas visíveis em exames de neuroimagem, como a tomografia computadorizada. O diagnóstico da concussão é clínico, baseado na história do trauma e na avaliação dos sintomas. É fundamental diferenciar a concussão de outras formas mais graves de TCE, como contusões cerebrais ou lesão axonal difusa, que envolvem dano tecidual. Embora a concussão seja considerada leve, seus efeitos podem ser significativos, levando à síndrome pós-concussional, que pode persistir por semanas ou meses e impactar a qualidade de vida do paciente. Para residentes, é crucial reconhecer os sinais e sintomas da concussão, realizar uma avaliação neurológica completa para descartar déficits focais e fornecer orientações adequadas sobre o manejo e o acompanhamento. A educação do paciente sobre os sintomas de alerta e a importância do repouso físico e cognitivo é essencial para uma recuperação adequada e para prevenir o risco de uma segunda concussão antes da recuperação completa, o que pode ter consequências mais graves.
Os critérios incluem um trauma na cabeça ou corpo que resulta em alteração transitória da função cerebral, como perda de consciência breve, amnésia pós-traumática, confusão mental, tontura ou cefaleia, sem evidência de lesão estrutural em exames de imagem e sem déficit neurológico focal persistente.
A concussão cerebral é uma lesão funcional sem dano estrutural macroscópico, enquanto a contusão cerebral é uma lesão estrutural do parênquima cerebral, com sangramento e edema, visível em exames de imagem como a tomografia computadorizada.
A síndrome pós-concussional pode incluir sintomas como cefaleia persistente, tontura, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, distúrbios do sono e sensibilidade à luz e ao som, que podem durar semanas ou meses após a concussão inicial.
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