CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Com relação aos achados demonstrados na conjuntiva tarsal, é correto afirmar:
Concreções = cistos de inclusão epitelial com debris (queratina/mucina); raramente calcificadas.
As concreções conjuntivais são pequenos depósitos amarelados na conjuntiva tarsal, formados por debris celulares e mucina em cistos de inclusão, comuns no envelhecimento e inflamação crônica.
As concreções conjuntivais representam uma forma de degeneração conjuntival. Elas se formam a partir do aprisionamento de células epiteliais e produtos de secreção glandular (como mucina) em recessos da conjuntiva (criptas de Henle). Com o tempo, esse material se condensa, formando os pequenos grânulos visíveis ao exame de eversão palpebral. Clinicamente, devem ser diferenciadas de folículos (comuns em conjuntivites virais/tracoma) e papilas. Enquanto folículos são acúmulos linfoides e papilas são projeções vasculares, as concreções são depósitos inertes. O manejo é conservador na vasta maioria dos casos, reservando-se a intervenção para alívio sintomático.
São lesões degenerativas comuns, caracterizadas por pequenos pontos amarelados ou esbranquiçados na conjuntiva tarsal. Histologicamente, são cistos de inclusão epitelial preenchidos por restos de queratina, mucina e mucopolissacarídeos. Apesar do nome 'litíase conjuntival', raramente contêm cálcio.
A maioria das concreções é assintomática e não requer tratamento. A remoção (exérese simples com agulha em lâmpada de fenda) só é indicada se a lesão sofrer extrusão através do epitélio conjuntival, causando sensação de corpo estranho ou erosões corneanas lineares.
Não. Embora possam aparecer em casos de tracoma devido à inflamação crônica e cicatrização, elas são achados inespecíficos encontrados frequentemente em idosos saudáveis ou pacientes com conjuntivite alérgica ou blefarite crônica.
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