UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
O conceito de lesão medular sem anormalidade radiológica foi descrito em 1907 por Lloyd, e seu acrônimo SCIWORA (Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality) foi proposto por Pang e Wilberger em 1982. Os autores estudaram crianças vítimas de traumatismos que apresentaram mielopatia com resultados normais de radiografia, tomografia computadorizada e mielografia da coluna vertebral. Acredita-se que ocorram cerca de mil novos casos de lesão medular em crianças por ano, no Canadá, sendo de 1% a 10% de etiologia traumática. O déficit neurológico é mais comum quando a lesão ocorre na coluna:
SCIWORA: lesão medular em crianças sem achados radiológicos, mais comum na coluna cervical.
SCIWORA (Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality) é uma condição pediátrica onde há déficit neurológico por lesão medular, mas sem alterações visíveis em exames de imagem convencionais. É mais frequente na coluna cervical devido à maior elasticidade e mobilidade da coluna vertebral infantil, que permite o estiramento da medula sem fratura óssea.
O conceito de Lesão Medular Sem Anormalidade Radiológica (SCIWORA) é de extrema importância na prática pediátrica, especialmente em contextos de trauma. Descrito inicialmente em 1907 e popularizado por Pang e Wilberger em 1982, o SCIWORA caracteriza-se pela presença de déficits neurológicos decorrentes de lesão medular, sem que haja evidências de fraturas, luxações ou outras anormalidades ósseas em exames de imagem convencionais como radiografias e tomografias computadorizadas. Essa condição é mais prevalente em crianças devido às particularidades anatômicas e biomecânicas de sua coluna vertebral. A fisiopatologia do SCIWORA está relacionada à maior elasticidade da coluna vertebral pediátrica, que permite um estiramento significativo da medula espinhal durante o trauma, mesmo que as estruturas ósseas e ligamentares retornem à sua posição original sem lesões aparentes. A coluna cervical é a região mais comumente afetada, dada a maior mobilidade e a proporção da cabeça em relação ao corpo da criança, o que a torna mais suscetível a forças de aceleração-desaceleração e hiperflexão/hiperextensão. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por ressonância magnética, que pode revelar edema, hemorragia ou contusão medular. O manejo do SCIWORA envolve imobilização da coluna, monitoramento neurológico rigoroso e tratamento de suporte. O prognóstico varia amplamente, desde a recuperação completa até déficits neurológicos permanentes. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessa condição para evitar o atraso no diagnóstico e tratamento, garantindo uma abordagem adequada e minimizando sequelas a longo prazo em crianças vítimas de trauma.
SCIWORA significa 'Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality', ou seja, Lesão Medular Sem Anormalidade Radiológica. Refere-se a casos de mielopatia traumática em que os exames de imagem convencionais (radiografia, tomografia computadorizada) da coluna vertebral são normais.
A coluna cervical é mais afetada em crianças devido à maior elasticidade dos ligamentos, à imaturidade muscular e à maior proporção da cabeça em relação ao corpo. Essas características permitem um maior estiramento da medula espinhal durante o trauma, mesmo sem fraturas ou luxações ósseas visíveis nos exames de imagem.
O diagnóstico de SCIWORA é clínico, baseado na presença de déficit neurológico após um trauma, na ausência de achados em radiografias e tomografias. A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha para confirmar a lesão medular, podendo revelar edema, hemorragia ou contusão medular.
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