Comunicação de Notícias Difíceis: Empatia e Acolhimento

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2018

Enunciado

Juliana tem 43 anos e procura sua médica de família para a primeira consulta de pré-natal. Feliz com o resultado positivo de betaHCG realizado na semana anterior, decidiu realizar uma ultrassonografia transvaginal por conta própria. Juliana casou há um ano e desde o início do casamento o sonho do casal era o de ter filhos. Há três meses apresentou um abortamento espontâneo, com IG de 10 semanas. Após o episódio, ela e o esposo ficaram muito abalados emocionalmente e temiam a possibilidade de não poder ter filhos biológicos. Na presente consulta, ao abrir o resultado da ultrassonografia, a médica de família depara-se com o seguinte resultado: “Presença de saco gestacional de 20 mm, não visualizado embrião ou vesícula vitelínica no seu interior. Gestação anembrionária.”Com relação à comunicação de notícias difíceis, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A maneira mais recomendada é iniciar diretamente falando do problema e de todas as possíveis consequências.
  2. B) Respeitar o silêncio do paciente é fundamental e deve-se evitar perguntas exploratórias, ainda que com o intuito de incentivar o paciente a falar sobre seus sentimentos.
  3. C) Evitar linguagem técnica (jargão médico), verificar se a informação foi corretamente entendida pelo paciente e responder afetivamente não são ferramentas úteis na comunicação de notícias difíceis.
  4. D) Diante da manifestação da emoção do paciente, como o choro, por exemplo, após uma pausa que permita que o paciente se recomponha, é recomendado que o médico demonstre que entende o motivo de sua emoção através de afirmativas empáticas.

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